Assinala-se a 10 de dezembro o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que, no ano de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este documento histórico consagrou um conjunto de direitos inalienáveis, fundamentais à dignidade de cada pessoa, independentemente da sua raça, cor, religião, sexo, idioma, opinião política, origem nacional ou social, propriedade, nascimento ou qualquer outra condição.
Para o Movimento Olímpico, os Direitos Humanos são mais do que uma referência, constituem um dos seus alicerces. O Comité Olímpico Internacional e todas as organizações que integram o Movimento Olímpico reconhecem-nos como princípios essenciais, incorporando-os nos seus documentos estruturantes, como a Carta Olímpica e o Código de Ética.
Reforçar os Direitos Humanos no desporto e através do desporto é assumir o compromisso com o poder transformador desta linguagem universal, promotora de diversidade, igualdade, inclusão e respeito mútuo. Inspirado pelos Valores Olímpicos – Excelência, Amizade e Respeito – o desporto deve ser um espaço de oportunidades equitativas, dignidade e participação plena para todos.
Do mais reduzido espaço de treino ao maior palco competitivo, o Comité Olímpico de Portugal apela à reflexão sobre como podemos eliminar barreiras e garantir que o desporto seja, verdadeiramente, uma ferramenta de união e um território que protege a dignidade de cada indivíduo, contribuindo para uma sociedade mais justa, solidária e humana.
"Afinal, onde começam os Direitos Humanos Universais? Em pequenos lugares, perto de casa - tão perto e tão pequenos que não podem ser vistos em qualquer mapa do mundo. [...] A menos que esses direitos tenham significado aí, terão pouco significado em qualquer outro lugar. Sem a ação organizada do cidadão para defender esses direitos perto de casa, procuraremos em vão o progresso no mundo maior."
Eleanor Roosevelt, presidente da Comissão das Nações Unidas que redigiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem em 1948.