A baía de Palma de Maiorca, em Espanha, acolhe o Campeonato do Mundo da classe 470 em Vela, com as regatas a iniciarem-se na terça-feira e a decorrerem até domingo. Mais de 60 embarcações vão tentar o título mundial, algumas procurando ainda os lugares de qualificação olímpica que vão estar disponíveis. Portugal tem já uma quota para o país nesta classe, fruto do 10.º lugar de Diogo Costa e Carolina João na edição de 2023. Para além desta dupla, Portugal leva a Maiorca também a embarcação composta por Beatriz Gago e Rodolfo Pires, e as classificações no final da prova deste ano podem ajudar a definir qual será a dupla mista indicada pela Federação Portuguesa de Vela (FPV) para ocupar a vaga. Se Diogo Costa e Carolina João foram selecionados pela FPV para estar em Paris, será um regresso à prova olímpica onde ambos estiveram, mas em classes diferentes – Diogo Costa em 470 masculino com o irmão Pedro Costa e Carolina João competiu em Laser Radial.
“É um campeonato muito importante para determinar as seleções internas para as olimpíadas mas também um campeonato de aferição ao trabalho feito durante o outono e inverno”, determina Diogo Costa. A sua parceira também afirma o entusiasmo pela participação. “Sentimos que fizemos uma boa pré-época com muitas horas de mar e de preparação física”.
Já a dupla Beatriz Gago/Rodolfo Pires fala a uma só voz em relação aos objetivos para a competição: “Queremos melhorar os erros que cometemos no ano passado e pôr em prática o que temos trabalhado durante este inverno”.
A primeira regata está agendada para o final da manhã desta terça-feira, 27 de fevereiro, estando calendarizadas cinco regatas nesta fase da competição embora os velejadores prevejam uma semana de vento instável. Três dias depois as embarcações devem ser divididas em frotas de “ouro”, “prata” e “bronze”, para cumprir as seis regatas finais. Para as 10 embarcações com melhor classificação está ainda prevista a “medal race” a fechar a competição no domingo.
A classe 470 fez a sua estreia olímpica em Montreal 1976 em modo open, o que significava que homens e mulheres competiam entre si. Para aumentar a competitividade, desde os Jogos Olímpicos de 1988 que os homens e as mulheres competiam em classes separadas o que existiu até aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Paris 2024 fará a estreia olímpica das embarcações 470 mistas, com homens e mulheres a competir lado-a-lado, na mesma embarcação.
(foto: International 470 Class Association/Robert Deaves)