26 Jul 2021
Yolanda Hopkins em boas ondas na praia de Tsurigasaki

Yolanda Hopkins destacou-se esta segunda-feira na Equipa Portugal ao garantir um lugar entre as oito melhores surfistas a participar nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. A história continua a ser escrita na terça-feira, na praia de Tsurigasaki.

SURF. Yolanda Hopkins garantiu o acesso aos quartos-de-final da prova feminina de Surf, após ter vencido no confronto direto a francesa Johanne Defay. A surfista da Equipa Portugal pontuou as duas melhores ondas a 6,17 e 4,67, para um total de 10,84, superiores aos 9,40 alcançados pela francesa. A próxima etapa são os quartos-de-final contra Bianca Buitendag (África do Sul), agendados para terça-feira à 01h24. Com um diploma olímpico já assegurado, a surfista da Equipa Portugal reagiu assim: “Estou muito feliz com a minha prestação... o mar não estava muito fácil, mas havia boas ondas. Tentei ficar focada no meu surf e escolher as melhores ondas, com uma boa escolha de estratégia. Eu sabia que ela [Johanne Defay] ia ser uma oponente difícil, mas pensei que é apenas outra adversária a bater... Acho que é a melhor maneira para fazer a minha melhor performance.”

Já Teresa Bonvalot terminou a sua participação na competição, eliminada na 3.ª ronda pela brasileira Silvana Lima, que conseguiu 12,17 pontos contra os 7,50 (4,33 + 3,17) da portuguesa. Na estreia Olímpica, Teresa Bonvalot obtém o 9.º lugar.

ANDEBOL. A Equipa Portugal somou esta segunda-feira a sua primeira vitória, frente ao Bahrain, por 26-25. Portugal iniciou o jogo a vencer, mas depois permitiu que o adversário se adiantasse no marcador e chegou ao intervalo em desvantagem (14-15), destacando-se um dado estatístico relativo à eficácia de remate. O Bahrain precisou de 23 remates para marcar os seus 15 golos, ao passo que a Equipa Portugal atirou 25 vezes à baliza e marcou em 14 ocasiões. Na segunda parte, destacou-se o guarda-redes Capdeville com uma série de defesas impressionante, a parar remates feitos nos seis metros e livres de sete metros, mas ainda sem que houvesse correspondência na eficácia do ataque Portugal não conseguia passar para a frente. Foi necessário esperar pelos momentos finais para assistir à reviravolta, com Portugal a ter de segurar o resultado em inferioridade numérica no último minuto.

JUDO. A medalha de bronze no Rio 2016, Telma Monteiro, foi afastada na segunda ronda pela polaca Julia Kowalcyk. O nulo no final do período regulamentar do combate obrigou à disputa do “golden score”, que apenas terminou ao fim de 5:31, com acumulação de castigos para a judoca da Equipa Portugal. “Obviamente queria avançar mais na competição. Saí exausta, sinto que dei tudo o que tinha para dar”, desabafou no final da competição. “A estratégia [da adversária] era não tomar a iniciativa, eu percebi que tinha a estratégia certa que era fixar bem a pega e tentar projetar e obviamente que isso desgasta imenso.”

Na 1.ª ronda, Telma Monteiro afastou a costa marfinense Zouleiha Abzetta Dabonne por ippon, aos 1:37, depois de ter marcado um wazari aos 41 segundos.

NATAÇÃO. Tamila Holub e Diana Durães terminaram os 1500 metros livres no 5.º e 6.º lugares, respetivamente, da terceira série de qualificações da prova. Tamila Holub completou a distância em 16:25.16, enquanto Diana Durães precisou de 16:29.15. Nenhum dos resultados permitiu a passagem à final. “Entrei solta nos primeiros 400 ou 500 metros, mas tenho de analisar com o meu treinador o que aconteceu porque não consegui manter o ritmo”, confessou Tamila Holub no final da prova. “Para os 800 metros quero fazer melhor. Tenho de “digerir” esta prova e encarar os 800 de uma nova forma”.

Também Diana Durães esperava um melhor resultado, mas estava orgulhosa do percurso que a trouxe pela primeira vez aos Jogos Olímpicos. “Queria entrar na água e sentir que estava orgulhosa de estar aqui a nadar. O resultado não era o que ambicionava, queria um pouco melhor, mas esta foi mais uma aprendizagem e mais um passo”.

No total das cinco séries da distância, Tamila Holub foi 22.ª classificada e Diana Durães 23.ª. A mais rápida das eliminatórias foi a americana Kathleen Ledecky com o tempo de 15:35.35, o que corresponde a um novo recorde Olímpico.

TÉNIS DE MESA. Sete partidas e 54 minutos de jogo, mas o balanço final do jogo foi favorável (4-3) a Marcos Freitas, na 3.ª ronda do torneio de singulares masculinos dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, frente ao austríaco Daniel Habesohn, que lhe permitiu passar aos oitavos-de-final. O atleta da Equipa Portugal, recente medalha de bronze no Campeonato da Europa, entrou a vencer 11-7, mas o austríaco logo respondeu com um 11-3, empatando o encontro. Marcos Freitas fez depois 11-7 e 11-6, ganhando uma vantagem confortável de 3-1. Quando se perspetivava uma vitória no quinto set, Habesohn reagiu e venceu 13-11. A ganhar confiança, o austríaco empatou o encontro com um 11-2. Na sétima e derradeira partida, Marcos Freitas ganhou uma vantagem inicial de 5-0 e não permitiu a reação do adversário, tendo vencido por 11-3. "Ele é um jogador experiente, já jogámos muitas vezes, conhecemo-nos bem, mas no último set mudei um bocadinho o meu serviço, ganhei vantagem e consegui a vitória", explicou Marcos Freitas.

Fu Yu avançou para a 3.ª eliminatória do torneio de singulares femininos depois de uma vitória sobre a indiana Sutirtha Mukherjee, por 4-0. A mesatenista da Equipa Portugal foi dominadora do princípio ao fim do encontro, conforme "explicam" os resultados das quatro partidas: 11-3, 11-3, 11-5, 11-5. Tudo se resumiu a 23 minutos, frente a uma adversária já conhecida, que lhe tinha ganho na liga indiana.

Tiago Apolónia enfrentou o indiano Kamal Achanta na 2.ª ronda do torneio olímpico de singulares masculinos, em Tóquio 2020, e perdeu em seis partidas (2-4). A entrada do atleta da Equipa Portugal foi fortíssima, com uma vitória na primeira partida, por 11-2. Seguiu-se uma reação de Achanta, que virou o marcador a seu favor, depois de 11-8 e 11-5. Respondeu Tiago Apolónia com 11-9, empatando o encontro 2-2. O indiano voltou a ganhar vantagem na quinta partida, com um 11-6. Na sexta, houve equilíbrio até aos 9-9, com o atleta indiano a fechar depois o encontro a seu favor.

TRIATLO. Foi um dia de calor e humidade elevada que recebeu a prova de triatlo masculino na Marina de Odaiba, o que deixava antever uma prova difícil para os 56 atletas que alinharam à partida. Os portugueses João Silva e João Pereira saíram do segmento de natação em 14.º e 16.º lugar, respetivamente, mas depois dos 40km de ciclismo começaram a perder algum terreno para o grupo da frente e fizeram a transição para a corrida em 23.º lugar (João Pereira) e 29.º lugar (João Silva).

No final dos 10km de corrida e na linha da meta, João Silva foi 23.º da geral e João Pereira 27.º, ambos a menos de três minutos do vencedor da prova, o norueguês Kristian Blummenfelt.

“Gosto muito de competir no Japão, com este calor e humidade”, confessou João Silva no final da prova. “Saio satisfeito porque dei o máximo. Este percurso não beneficia as minhas características físicas e foi do início ao final uma prova muito dura”.

João Pereira vinha com a ambição de melhorar o resultado obtido no Rio em 2016, 5.º lugar, mas esse objetivo fugiu-lhe. “Conseguir o apuramento Olímpico já foi bastante complicado. Tive uma lesão muito grave e consegui voltar aos palcos competitivos. Dei o meu melhor. O caminho foi positivo e deixa-me confiante para o futuro."

VELA. No segundo dia de regatas da prova de Laser Radial, em Vela, Carolina João subiu um lugar em relação a ontem estando agora em 36.º lugar da classificação geral com 90 pontos net.

A velejadora da Equipa Portugal foi 28.ª na primeira regata do dia de hoje e 30.ª na segunda. No topo da classificação geral está agora a norueguesa Line Flem Hoest com 7 pontos net.


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