A decisão do Campeonato do Mundo de Triatlo de Elites acontece na manhã deste domingo, dia 19, em Wollongong, na Austrália, e Portugal estará representado por Vasco Vilaça, Ricardo Batista e Miguel Tiago Silva, na prova masculina (7h00), e Maria Tomé, na feminina (4h00).
Depois de uma época de grande regularidade, Vasco Vilaça é o líder das aspirações portuguesas a uma medalha no ranking final. Com cinco etapas realizadas na temporada, o olímpico subiu quatro vezes ao pódio - medalha de prata em Yokohama, Hamburgo e na Riviera francesa, e bronze em Abu Dhabi – e entra para a etapa final no 3.º lugar da hierarquia, com 2775 pontos. O australiano Matthew Hauser venceu três etapas, lidera a lista com 3000 pontos, e o brasileiro Miguel Hidalgo é 2.º, com 2780,63 pontos, à entrada para as decisões. Este domingo, os pontos são a dobrar e o pódio não está fechado.
“Foi uma época com muitos pódios e bons resultados, o que me dá muita confiança para a finalíssima”, começou por antever Vasco Vilaça, que tem as contas feitas para conquistar o título mundial: “Não está tudo nas minhas mãos, mas também não é impossível. Se ganhar a finalíssima e o australiano ficar em quarto, posso subir a primeiro.”
O atleta da Equipa Portugal quer, ainda assim, deixar de lado as contas quando ouvir a buzina para o início da prova: “O que mais me foco é tentar ganhar a prova em si, sem pensar demasiado nos pontos. Quero jogar com o que está nas minhas mãos, fazer uma boa prova e, no fim, ver o resultado.” Independentemente da posição que irá ocupar no final da etapa, Vilaça não esquece “um ano inteiro a lutar pelos lugares cimeiros do pódio”.
Na linha de partida para a prova masculina estarão também o olímpico Ricardo Batista, atualmente no 11.º lugar do ranking, que contabilizou três posições no top-10 nas etapas de 2025, e Miguel Tiago Silva, 34.º do mundo e 9.º classificado na etapa de Alghero. A olímpica Maria Tomé, 19.ª do ranking e duas vezes top-10 no circuito mundial, é a representante portuguesa na finalíssima feminina.
As posições de destaque dos portugueses não surpreendem Vasco Vilaça, que identifica um aumento de notoriedade do Triatlo português nos palcos internacionais. “Não só eu, mas também, principalmente com o Ricardo Batista, a Melanie Santos, a Maria Tomé, os quatro que fomos aos Jogos Olímpicos em Paris, temos trabalhado todos muito bem, com resultados excelentes pelo mundo fora e felizmente isso tem ajudado a trazer mais notoriedade e faz com que se fale mais do Triatlo em Portugal.”
Essa experiência de Paris foi, para o português, “muito importante para poder preparar melhor os próximos Jogos Olímpicos”: “Foi incrível e um 5.º lugar foi excelente. Fiquei tão perto de um sonho de criança, que é ter uma medalha em Jogos Olímpicos.” A cerca de três anos de LA 2028, Vilaça acredita que passar por uma primeira experiência “vai ser uma grande ajuda” para se preparar melhor para a próxima edição, nos Estados Unidos.