Falta um ano para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026! A 25.ª edição da maior competição multidisciplinar de desportos de inverno será sediada pela Itália, nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026.
Com a qualificação em andamento, Portugal procura a sexta participação consecutiva nos Jogos Olímpicos de Inverno e a décima de sempre, numa história que começou em Oslo 1952 e teve na mais recente edição, em Pequim 2022, os melhores resultados até ao momento.
Com olhos em Milão-Cortina 2026, Portugal tem 12 atletas no programa de apoio à participação. Ariana Haben Ribeiro, Emeric Guerillot, Manuel Ramos e Ricardo Brancal, em Esqui alpino, Filipe Cabrita e José Cabeça, em Esqui fundo, Afonso Silva, Francisca Henriques e Jéssica Rodrigues, em Patinagem de velocidade, David Gouveia, em Patinagem artística, e Raphael Ribeiro/Abdel Larrinaga, em Bobsleigh.
História portuguesa nos Jogos Olímpicos de Inverno
A estreia aconteceu em Oslo 1952, com a participação de Duarte Espírito Santo Silva na modalidade de Esqui alpino. O pioneiro português foi 69.º classificado na vertente de Downhill.
Portugal só voltaria aos Jogos Olímpicos de Inverno 36 anos depois, em Calgary 1988, na modalidade de Bobsleigh, com António Reis, João Pires, João Poupada e Rogério Bernardes a serem 25.º classificados no 4-man. Reis e Poupada fizeram ainda dupla no 2-man, com um 34.º lugar, assim como João Pires e Jorge Magalhães, que não terminaram.
Só em Lillehammer 1994 é que Portugal voltou ao maior palco dos desportos de inverno, novamente em Esqui alpino. O representante foi Georges Mendes, que participou nas vertentes de Slalom (32.º), Downhill (41.º), Super G (DNF) e Combinado (DNF).
A edição de Nagano 1998, quatro anos depois, ficou marcada pela estreia feminina em Jogos Olímpicos de Inverno, com Mafalda Queiroz Pereira, em Esqui estilo livre, a terminar no 21.º lugar. Foi também a primeira vez que a missão portuguesa contou com duas modalidades, juntando ainda a Patinagem de velocidade, que teve Fausto Marreiros como representante nos 5000m, no 31.º lugar.
Depois de uma edição sem representação, Portugal participou em Torino 2006, com Danny Silva nos 15km de Esqui fundo (93.º) e, desde então, marcou sempre presença. Quatro anos depois, o mesmo Danny Silva competiu na mesma prova em Vancouver 2010 (95.º).
Sochi 2014 voltou a contar com representação feminina. Camille Dias foi 40.ª em Slalom e 59.ª em Slalom Gigante de Esqui alpino e teve a companhia de Arthur Hanse, que não terminou nas mesmas provas.
Arthur Hanse voltou aos Jogos Olímpicos de Inverno Pyeongchang 2018 para ser 38.º classificado em Slalom e 66.º em Slalom Gigante. Em Esqui fundo, Kequyen Lam foi 113.º classificado nos 15km estilo livre.
A última edição, em Pequim 2022, contou com a presença de Ricardo Brancal e Vanina Guerillot, em Esqui alpino, e José Cabeça, em Esqui fundo. O 88.º lugar de José Cabeça nos 15km estilo clássico foi o melhor de sempre na vertente, assim como 37.º posto de Ricardo Brancal no Slalom gigante e o 43.º de Vanina Guerillot na mesma prova.