“Tóquio 2020. Desporto, Arte e Cultura: A Viagem Performativa” dá título a uma obra de arte pública e a um livro apresentados esta quarta-feira, no Museu do Oriente, em Lisboa, e que resultam de uma iniciativa da Federação Portuguesa de Natação (FPN), em parceria com o Comité Olímpico de Portugal (COP) e o Comité Paralímpico de Portugal (CPP).
Este projeto artístico foi realizado ao longo de quatro anos, tendo Mário Vitória, o autor da obra de arte pública - um acrílico sobre tela disposto em tríptico - explicado que se “guiou na celebração do espírito Olímpico, nomeadamente o da natação”, e retratou “essencialmente o êxtase dos Jogos e a amizade ancestral que existe entre a cultura japonesa e a cultura portuguesa”.
O livro aborda a “A Língua Portuguesa como Metalíngua e Língua de Interculturalidade no Oriente: O Caso do Japão”; “Mergulho de uma amizade ancestral na celebração Olímpica”; “Pintura, pensamento, processo e celebração”; “Mergulhos nas Histórias”; “Sobre o Japão”; “Exercício da Memória”; “Apontamentos Biográficos dos Nadadores JO e JP - 1964 Vs 2020”; e contou com a colaboração de Jorge Bento, Carlos Assunção, Mário Vitória, António Silva, José Manuel Constantino, José Lourenço, Gonçalo M. Tavares, Laura Castro, Fernando A.B. Pereira e Carlos Raposo, numa edição de Jorge Olímpio Bento e co-edição de Carlos Alberto Sequeira, Carlos Assunção e António José Silva.
O presidente da FPN, António José Silva, considerou o momento “marcante, porque o desporto não é só aquilo que se dá a ver, é uma passerelle para a cultura e a comunicação entre povos”, tendo anunciado que novo projeto está em marcha, no ciclo Paris 2024, sob o lema do Renascimento. José Manuel Constantino, presidente do COP, referiu não ter havido qualquer dúvida na associação à iniciativa por ser de “uma qualidade indesmentível.” Já Luís Figueiredo, vice-presidente do CPP, afirmou que “a sociedade civil pode sempre contar com o CPP em projetos desta natureza."
Gonçalo M. Tavares caracterizou o momento como de “suspensão da gritaria” que se vive no desporto e Jorge Bento sublinhou que “o desporto só está bem de braço dado com a cultura, se não está deserdado.”
A obra de Mário Vitória estará exposta no Museu do Oriente até ao dia 7 de fevereiro.