Rui Soares, 31 anos, joga Squash desde os oito, é doze vezes campeão nacional, tem três títulos profissionais e conta mais de 40 internacionalizações por Portugal. Contribuiu para as duas vitórias nacionais na divisão 3 do Campeonato da Europa.
Prestes a iniciar a sua participação no Campeonato do Mundo, em Chicago, o campeão nacional tem mais à frente, no horizonte, a estreia do Squash no programa desportivo dos Jogos Olímpicos, em Los Angeles 2028.
A residir em Hemel Hempstead, Inglaterra, Rui Soares, 61.º jogador do "ranking", possui razões para acreditar no desenvolvimento da modalidade, apesar de, em Portugal, esta desfrutar de pouca visibilidade. “O Squash português está a emergir internacionalmente, temos uma camada júnior a aparecer, o número de jogadores está também a aumentar e o nível a subir bastante. Penso que nos próximos anos poderemos vir a ser concorrentes das melhores equipas europeias, sem dúvida.”
A integração do Squash em Los Angeles 2028 pode vir a ser um acelerador nesse desenvolvimento. “As grandes vantagens do Squash ter sido incluído no programa desportivo dos Jogos Olímpicos são sem dúvida a visibilidade que a modalidade vai passar a ter nacional e internacionalmente”, defende Rui Soares. “É uma modalidade incrível, que tem tudo para ser olímpica.”
Avaliado com potencial para percorrer o caminho até aos Jogos Olímpicos, Rui Soares foi integrado no Programa de Preparação Olímpica do Comité Olímpico de Portugal. “É muito importante ter sido incluído no Projeto Olímpico”, sublinha o campeão nacional. “Sou o primeiro a integrar uma organização que realmente vai permitir sonhar com o Squash profissional, algo que tem sido muito difícil. Estou muito motivado a nível individual, é muito importante para o Squash nacional e para a próxima geração.”
Mas o trajeto até Los Angeles 2028 não é fácil e tornou-se até muito seletivo para além do que seria expectável, tal como reconhece Rui Soares. “O facto de serem apenas 16 atletas a estar presentes nos Jogos Olímpicos é muito desafiante, vai ser complicado e difícil a entrada. Mas se eu conseguir esse lugar vai dar-me ainda mais prazer. Infelizmente, era suposto sermos 32, o número passou a 16 e tornou a entrada um bocadinho mais difícil. Vai saber melhor a vitória”, conclui o campeão nacional.
Rui Soares defrontará na 1.ª ronda do Mundial, em Chicago, o francês Grégoire Marche, 20.º do "ranking".