O Comité Olímpico de Portugal (COP) esteve em destaque na reunião de parceiros do projeto europeu Safe Harbour, ao apresentar o projeto que coordenou nos últimos dois anos, o Safer Grassroots Sport (GRASS), a 30 Comités Olímpicos Nacionais.
No seminário temático do encontro entre parceiros, os Comités Olímpicos Europeus destacaram o COP como um exemplo de boas práticas em Safeguarding, num momento definido para a divulgação do projeto.
A apresentação contou ainda com a intervenção do Comité Olímpico da Eslovénia, parceiro no GRASS, que partilhou a experiência da implementação das ferramentas por intermédio dos clubes-piloto do seu país e os resultados alcançados, nos últimos seis meses, junto da comunidade desportiva nacional.
O impacto do projeto foi amplamente reconhecido pelos participantes. A representante dos Comités Olímpicos Europeus que coordena o projeto Safe Harbour destacou a natureza prática e eficiente das ferramentas GRASS, enfatizando o seu potencial para complementar a rede europeia de resposta neste domínio, atualmente em construção. O Comité Olímpico Internacional elogiou o trabalho realizado pelo COP e pelo consórcio, descrevendo-o como um exemplo de pragmatismo.
Os 30 Comités Olímpicos Nacionais têm agora ao dispor um conjunto de recursos práticos, podendo, durante as próximas semanas, avaliar a aplicabilidade e conteúdos dos mesmos nos seus respetivos países. As conclusões e potenciais questões serão apresentadas na próxima reunião do projeto Safe Harbour, agendada para o dia 8 de abril.
O programa coordenado pelo COP durante os últimos dois anos visa fortalecer a prevenção e proteção contra violência e abuso no desporto de base, através de recursos práticos e acessíveis a clubes desportivos de toda a Europa: uma ferramenta de autodiagnóstico e um toolkit digital , atualmente disponíveis em oito línguas através do site www.safergrassport.eu .
Estas ferramentas foram concebidas para auxiliar organizações desportivas de base na avaliação das suas práticas de Safeguarding, e na implementação de medidas preventivas e de resposta a quaisquer situações de violência e abuso, consoante o nível de desenvolvimento, necessidades/prioridades e recursos disponíveis na sua organização.