1 Ago 2021
Patrícia Mamona conquista prata e vão duas medalhas para a Equipa Portugal em Tóquio 2020

Patrícia Mamona é medalha de prata nos Jogos Olímpicos, ganha este domingo em Tóquio 2020, num espetacular concurso do triplo salto em que bateu por duas vezes o recorde nacional. Este é o segundo pódio olímpico conquistado pela Equipa Portugal no Japão e o 26.º da história do desporto português.

Segue o resumo do dia, desta vez prateado pela performance de Patrícia, num dia em que por cinco centímetros Auriol Dongmo não ficou com a medalha de bronze no lançamento do peso

ANDEBOL. A Equipa Portugal perdeu (30-31) com o Japão na 5.ª e derradeira jornada do grupo B e ficou fora dos quartos-de-final, classificado no 5.º lugar.

Num jogo disputado às 9 horas, Portugal esteve durante a maior parte do tempo em desvantagem no marcador, tendo chegado ao intervalo a perder por dois golos (14-16). Na segunda parte reagiu e chegou a comandar em diversas ocasiões, a última aos 29-28, mas depressa os japoneses recuperaram e adiantaram-se até aos 31-29. Portugal reduziu e dispôs de oportunidade para empatar a 31 - resultado que lhe daria o passaporte para os quartos-de-final -, mas a bola acabou perdida na linha de fundo.

O comentário do selecionador nacional, Paulo Jorge Pereira: "Hoje, jogando às 9 da manhã, com japoneses, eu sabia que isso podia ser um fator pernicioso para nós. Não foi feita uma adaptação como deve ser. Depois foi um culminar de situações: cometer erros que habitualmente não cometemos e falhas técnicas acima do que é normal. Acabámos por não conseguir manter o nível que trazíamos de há uns anos a esta parte e tivemos o que merecemos."

ATLETISMO. Quando Patrícia Mamona entrou no Estádio Olímpico para a final do triplo salto feminino a sua melhor marca eram 14,66 metros. Algumas horas depois saiu como vice-campeã Olímpica e com um novo recorde nacional acima da mítica barreira dos 15 metros – 15,01 metros. Foram 35 centímetros a mais que a anterior marca e o seu nome inscrito na Fama Olímpica.

O concurso começou bem: Patrícia saltou 14,91 metros, o que já seria um novo recorde, e colocou-se logo no 2.º lugar da classificação. Depois foi gerindo o concurso e entre um salto menos conseguido e um salto nulo, foi no quarto ensaio que conseguiu os 15,01 metros. Recorde nacional pulverizado novamente, o pódio parecia já não fugir. Na frente da prova esteve sempre a venezuelana Yulimar Rojas, que no último ensaio ainda teve fôlego para um recorde do mundo: 15.67 metros. No terceiro lugar ficou a espanhola Ana Peleteiro, que conseguiu na quinta tentativa 14,87 metros.

Felicidade, satisfação e muito orgulho foram as primeiras reações após a conclusão da prova: “Esta competição é especial para todos nós, atletas, e na minha cabeça o foco era só dar o meu melhor, saltar o mais possível. Era o momento decisivo e só pensava como podia saltar ainda mais para sair daqui mesmo estafada. Saio daqui muito feliz! Espero abrir portas para o desporto feminino, ser uma inspiração para as próximas gerações.”

5 centímetros. Foi esta a distância que separou Auriol Dongmo da medalha de bronze no concurso de lançamento do peso, na sua primeira participação Olímpica pela Equipa Portugal. Com cinco dos seis lançamentos acima de 19 metros, a portuguesa abriu a 19,29 metros, tendo conseguido a melhor marca no quarto ensaio, com 19,57 metros. Mas Valerie Adams da Nova Zelândia já tinha marcado 19,62 metros, a americana Raven Saunders também (viria ainda a melhorar para 19,79) e a chinesa Lijiao Gong já ia destacada na liderança, tendo fechado o concurso com a melhor marca a 20,58 metros.

A lançadora portuguesa terminaria o concurso em 4.º lugar, a centímetros da medalha Olímpica e no final o sentimento era de tristeza: “Estava a sentir-me bem no aquecimento, mesmo com o calor. Dói-me ficar em 4.º lugar. Estive focada até ao fim porque sei que o melhor [resultado] pode sair em qualquer lançamento. A única coisa que posso fazer agora é continuar a trabalhar.”

Ricardo dos Santos teve a sua estreia Olímpica na prova dos 400 metros. Com o tempo de 46.83 segundos, correspondente ao 39.º lugar entre 47 participantes, a progressão para a próxima fase não foi possível. “Queria sair daqui com uma marca melhor, mas vamos ter de começar tudo de novo e ver o que podemos melhorar”.

TÉNIS DE MESA. Portugal-Alemanha foi o que o sorteio ditou para a estreia da equipa masculina de Ténis de Mesa na competição em Tóquio. João Monteiro, Marcos Freitas e Tiago Apolónia encontraram Dimitrij Ovtcharov, Patrick Franziska e Timo Boll e no final quem seguiu em frente foi o trio alemão com vitórias em todos os encontros disputados. O formato da competição prevê um jogo inicial de pares (à melhor de três partidas), seguido de confrontos individuais (também à melhor de três), até ser encontrada a equipa vencedora.

No primeiro jogo, que colocou frente-a-frente João Monteiro e Tiago Apolónia contra Patrick Franziska e Timo Boll, a dupla portuguesa entrou bem e chegou a ter uma vantagem de 10-3, mas não conseguiu fechar a partida e permitiu a aproximação da Alemanha no marcador que empatou a 11 e scsbou a vencer por 15-17. Nas partidas seguintes de pares a Alemanha venceu por 4-11; no terceiro jogo Portugal entrou na frente mas depois do empate a 4, a dupla germânica ganhou vantagem que já não largou até vencer a partida por 9-11.

O primeiro jogo de singulares colocou Dimitrij Ovtcharov no caminho de Marcos Freitas. A marcha do marcador foi sempre equilibrada, mas o alemão foi mais forte no final do primeiro encontro e venceu por 9-11. No segundo jogo entre ambos a vantagem voltou a ser de Ovtcharov, que fechou em 7-11. Na última partida entre Freitas e o alemão, este segurou desde início o controlo do jogo que viria a vencer por 6-11.

Tiago Apolónia encontrou Timo Boll e saiu derrotado da primeira partida por 3-11. O segundo jogo começou equilibrado e Apolónia chegou a estar em vantagem em alguns momentos, mas a partida foi para Boll por 9-11. Na terceira partida Tiago Apolónia também começou bem mas não conseguiu segurar a liderança até ao fim e terminou a perder por 8-11.

Marcos Freitas fez o balanço da prestação da equipa: “Foi um jogo muito difícil, como já antevíamos. É uma equipa que conhecemos bem e sabíamos que era favorita. Estiveram muito bem, do primeiro jogo ao último.”

VELA. O 13.º lugar na classificação é, por agora, o lugar ocupado pelos irmãos Costa, Diogo e Pedro, na competição de Vela, classe 470.

Após mais duas regatas nas águas de Enoshima, e quando faltam mais duas antes da Medal Race, os portugueses estão no 13.º lugar com 92 pontos (76 pontos "net"). Nas regatas do dia, foram 10.º e 16.º classificados.

Os franceses Peponnet e Mion apresentaram um protesto contra a embarcação da Equipa Portugal, julgado improcedente pela organização.

Na liderança da prova estão os australianos Mathew Belcher e Will Ryan com 19 pontos (14 pontos "net").


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