Chegou ao fim o ciclo de formação promovido pelo programa “The Olympic Performance” do Comité Olímpico de Portugal (COP) sobre a preparação específica para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A sessão de encerramento juntou treinadores de diferentes modalidades para partilha das suas condições e planeamento específicos até Tóquio. Ana Hormigo (Judo), Carlos Cruchinho (Natação), João Abrantes (Atletismo) e Rui Fernandes (Canoagem) foram os treinadores convidados, numa mesa redonda moderada por Pedro Roque, Diretor Desportivo do COP.
Ana Hormigo destacou a necessidade de adaptar a modalidade às restrições causadas pela pandemia. Enquanto modalidade determinada de alto risco, o Judo viu-se obrigado repensar o plano de preparação e a solução foi a de realizar estágios regulares com convite a seleções estrangeiras para “manter o nível elevado de parceiros de treino” aos judocas portugueses. Com o objetivo de qualificar entre 8 a 9 judocas para estarem em Tóquio, a ambição passa também por conseguir levar uma equipa mista para a estreia deste tipo de competição em Tóquio.
Preocupação partilhada com João Abrantes, do Atletismo, é a necessidade de adaptação dos atletas ao fuso horário e à temperatura que se vai encontrar no Japão. E se o Judo compete regularmente no país do sol nascente e já conhece as dinâmicas de adaptação pessoais, o Atletismo está a trabalhar de forma personalizada para garantir que os planos de preparação, viagem e estadia acomodam “da melhor forma as características individuais de cada atleta”.
Com qualificação já assegurada para Tóquio está a embarcação K4 a cargo do treinador Rui Fernandes, que partilhou as dificuldades sentidas nos últimos tempos, fruto da pandemia. A equipa foi afetada e necessitou de uma resposta próxima do treinador de forma as controlar as implicações psicológicas e físicas da COVID-19 na reta final da preparação para a presença em Tóquio.
Quem também sofreu com a pandemia foi a natação que em 2020 se viu afastada do treino em água durante dois meses. Carlos Cruchinho, treinador do atleta qualificado Alexis Santos, relembrou que depois das dificuldades ao ano passado, 2021 se apresenta com um “calendário competitivo muito condicionado e incerto”, e que é difícil encontrar competições adequadas a cada fase de preparação, mas que o objetivo para Tóquio continua o mesmo – conseguir a qualificação para a final.
Juntou-se também ao painel o treinador José Uva, treinador da campeã europeia de triplo salto de pista coberta, Patrícia Mamona, que descreveu o processo de recuperação da atleta após a infeção e até ao pódio em Torun.
Esta sessão final pode já ser revista na íntegra no Canal COP . Todas as sessões anteriores deste ciclo de formação estão também disponíveis no Canal COP e no separador “Documentos de Apoio” na página do COP dedicada aos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Na próxima semana, o programa “The Olympic Performance” realiza uma conferência on-line relacionada com a síndrome pós-covid, vacinação e alto rendimento, com a presença de Ângela Crespo, José Gomes Pereira e Ana Bispo Ramires. Pode saber como se inscrever aqui .