“Olímpicos – Os Jogos dos Deuses e do Diabo” é o mais recente livro da autoria de Vítor Serpa, que estará disponível nas livrarias a partir de 25 de março.
Enviado especial a Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012, Vítor Serpa faz uma volta ao mundo dos Jogos Olímpicos em 20 anos, enquadrando-o nas suas várias dimensões, para além da desportiva, esta focada nos atletas e na História que foram ajudando a construir.
Condecorado pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem de Mérito, em 2020, Vítor Serpa, nascido em Lisboa, em 1951, fez carreira profissional no jornalismo a partir de 1969, no Diário Popular. Em 1974 passou a integrar os quadros de A Bola, cuja direção assegura desde 1992.
Antes de “Olímpicos – Os Jogos dos Deuses e do Diabo”, publicou três títulos de ficção: “Salão Portugal” (2008), “Tanta Gente em Mim” (2010) e “O Segredo dos Pássaros” (2012). Mais recentemente, em 2019, lançou os livros de crónicas “Há Vida nas Estrelas” e “Golos de Letras”.
Vítor Serpa: “Jogos Olímpicos, um milagre que acontece”
O autor explica-nos como nasceu a sua mais recente obra e o que possui dentro dela, num trabalho que tem entre os seus objetivos desvendar “a mística” dos Jogos Olímpicos.
“Nada se compara aos Jogos Olímpicos. Não falo, apenas, na sua grandeza universal, mas na dimensão maior que eleva o Desporto à sua condição superlativa, que envolve o social e o político, o económico e o cultural. O Desporto maior, que oferece do Homem a visão mais exata das suas virtudes e dos seus defeitos, que o aproximam metade de Deus e metade de Diabo.
Ao longo da minha vida de cinquenta anos de jornalismo, acompanhei os mais importantes acontecimentos desportivos. Fiz, para A Bola, a cobertura de oito campeonatos do mundo de futebol, vários campeonatos da Europa, Voltas nacionais e internacionais de ciclismo, Mundiais de diversas modalidades e vivi, por dentro, cinco Jogos Olímpicos, que me levaram à volta do Mundo: Barcelona-92, Atlanta-96, Sidney-2000, Pequim-2008 e Londres-2012. Falhei Atenas, porque, em 2004, se realizou o Europeu de futebol em Portugal, o que não me permitiu sair de Lisboa e abandonar o centro nevrálgico da redação do jornal. Nada me fascinou tanto, do ponto de vista humano e do ponto de vista profissional, como os Jogos."
"Atrevo-me a dizer que todos os jornalistas com alguma dimensão e talento não deveriam falhar, pelo menos, a cobertura de uns Jogos Olímpicos. Nada como os Jogos para se conseguir ver o mundo numa cidade, para se descobrir, do mais privilegiado ponto de observação, a natureza complexa e diversa das sociedades, através do tempo."
"Por tudo isto, quando o dr. José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, me desafiou a publicar um livro sobre a minha experiência olímpica, achei a ideia irresistível. Concluída a missão, vejo-a como uma satisfação pessoal, sim, mas essencialmente como um legado que, sem pretensiosismos, desejo deixar às novas gerações. Tem, assim, uma componente essencial de sedução e de esperança, mas não deixa de evidenciar a minha mais amarga preocupação sobre o futuro do jornalismo em Portugal, país pobre e periférico, com um povo desencorajado de leituras e que a lei da sobrevivência mediática das audiências vai tornando perigosamente dissonante da natural evolução das sociedades dos países mais ricos."
"Espero, com este livro, conseguir dar, a cada um dos seus leitores, uma imagem próxima do mito e da mística dos Jogos. Da festa e da comunhão de raças, de credos, de culturas. E, acima de tudo, do milagre do seu acontecimento.”
José Manuel Constantino: “Herdeiro de uma brilhante geração”
O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, dá testemunho das caraterísticas que fazem de Vítor Serpa um “homem das ideias” capaz de pensar o próprio desporto nacional.
“Vítor Serpa é justamente o herdeiro de uma brilhante geração de pioneiros do jornalismo sobre o desporto. Entre esses pioneiros está o seu próprio pai, Homero Serpa."
“Homem das ideias, ourives da palavra, engenheiro do pensamento, senhor do seu tempo, cultiva ao longo de muitos anos uma escrita limpa, acutilante, simples e ao mesmo tempo profunda, podendo ser justamente considerado como alguém, e não são muitos, que pensaram e pensam o desporto nacional. Em Olímpicos - Os Jogos dos Deuses e do Diabo, demonstra-o de forma exemplar, contando as estórias de quem acompanhou cinco edições dos Jogos Olímpicos. Uma leitura que ajuda a compreender uma parte da historiografia do movimento olímpico nacional.”
“Olímpicos – Os Jogos dos Deuses” tem 176 páginas e está já em pré-venda no site da Cultura Editora, que assegura a edição, e nas lojas online Wook e Fnac .