Há momentos que sabemos que, um dia, vão chegar. Mas isso não significa que estejamos preparados para os viver.
Hoje, Cristiano Ronaldo anunciou o fim do seu percurso na Seleção Nacional.
Confesso que, ao ver o vídeo que partilhou, senti uma profunda emoção. Aquelas imagens não contam apenas a história de um atleta extraordinário. Fazem parte da memória coletiva de um país. Reavivam alegrias, lágrimas, conquistas e momentos em que milhões de portugueses saborearam sensações únicas.
Cristiano com a camisola da Seleção é uma imagem que gostávamos que fosse para sempre. E, de alguma forma, será.
O futebol é um desporto coletivo, mas há jogadores cujo impacto transcende o próprio jogo. Cristiano é um desses casos. Pela excelência, pela longevidade, por ter sido tantas vezes decisivo, mas também pela ambição inesgotável de superar limites e pela vontade permanente de vencer.
Sei do que falo. Ao longo dos 13 anos em que estive na Federação Portuguesa de Futebol, tive o privilégio de o acompanhar de perto. Vi, vezes sem conta, o orgulho com que representou o nosso país e o compromisso com que vestiu a camisola de Portugal.
E com enorme orgulho que recordo também que, como atleta que procurou sempre mais, Cristiano fez questão de representar Portugal nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas.
Este adeus é, também, um até já. Termina o percurso na Seleção Nacional, mas continuará a fazer História e a levar consigo Portugal e os portugueses.
Talvez nunca consigamos agradecer tudo o que Cristiano Ronaldo nos deu, mas estou certo de que o seu amor a Portugal e a vontade inesgotável de querer mais ainda terão muito para nos dar.
Obrigado por tudo, Cristiano.
Fernando Gomes
Presidente do Comité Olímpico de Portugal
