27 Mai 2021
"O que se vê é uma enorme desinformação dos agentes desportivos"

O diretor-geral do Comité Olímpico de Portugal (COP), João Paulo Almeida, defendeu no webinar "Desporto e a Integridade", organizado pela Associação Portuguesa de Apostas e Jogo (APAJO), que continua a haver “um longo caminho a percorrer entre a lei e a sua efetiva implementação na prática”, no que diz respeito ao combate da manipulação de competições desportivas.

João Paulo Almeida criticou a “pouca transversabilidade” existente no trabalho desenvolvido pelas organizações desportivas nesta área, tendo lembrado que uma das determinações previstas pela Convenção do Conselho da Europa sobre a Manipulação de Competições Desportivas, “a criação de uma plataforma, uma rede de parcerias entre os ‘stakeholders’ desta atividade”, ainda não existe em Portugal. “Esta dificuldade de coordenação torna-nos alvos fáceis e o que se vê é uma enorme desinformação dos agentes desportivos”, sublinhou o diretor-geral do COP.

Juan Méndez, gestor da Sportradar, empresa que entre as suas atividades monitoriza as apostas desportivas, informou da existência de 5500 jogos manipulados, entre os que constaram do mercado de apostas. Participaram também na sessão moderada pelo diretor de O Jogo, José Manuel Ribeiro, o investigador do ISCTE, Marcelo Moriconi, e Rute Soares, da Federação Portuguesa de Futebol.


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