Os Órgãos Sociais do Comité Olímpico de Portugal (COP) eleitos para o período 2022-2025 tomaram esta quarta-feira posse e o presidente da Comissão Executiva, José Manuel Constantino, sublinhou na sua intervenção que se tratará de um mandato diferente, por ter “apenas a duração de três anos” e vir “na sequência de uma crise pandémica e num momento em que se instalou na Europa um conflito armado cujas consequências estamos longe de conhecer.”
A particular situação política que se vive em Portugal, com reflexos também no desporto, esteve no centro das atenções do presidente do COP, porque, “a dois anos dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, atletas, técnicos e suas federações desportivas encontram-se sem um novo Programa de Preparação Olímpica. Ou mais corretamente, encontram-se ainda sob o enquadramento do Programa de Preparação Olímpica Tóquio 2020, o qual foi há muito concluído, avaliado e reportado.” O que tem influência na atividade de atletas, treinadores, federações e COP: “Não me refiro sequer a programar a dois ou três ciclos, mas, tão só, a iniciar o trabalho de um novo ciclo com objetivos, metas, indicadores para os Jogos que se seguem e não com base naqueles que findaram”, disse José Manuel Constantino.
A cerimónia da posse aconteceu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, perante uma audiência numerosa, e José Manuel Constantino referiu no seu discurso as prioridades definidas para concretizar até 2025:
“1. Recuperar o desporto português do impacto e das rápidas mudanças estruturais precipitadas pela crise pandémica, para níveis que progressivamente revertam o fosso que separa Portugal da média europeia;
2. Apoiar a modernização, capacitar e desenvolver as federações desportivas como base de sucesso para um novo futuro, através de uma solidariedade transversal entre as organizações, promovendo o seu crescimento sustentado;
3. Sustentar o sucesso alcançado nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, consolidando resultados de topo em competições de referência ao longo do ciclo Paris 2024;
4. Apostar de forma consistente no projeto de Esperanças Olímpicas, consolidando uma dotação que o reforce e otimize como cadeia de valor para alimentar o projeto olímpico.
5. Preservar e divulgar a cultura e os Valores Olímpicos, construindo a Casa do Olimpismo.”
Tomaram posse os seguintes Órgãos Sociais do COP:
COMISSÃO EXECUTIVA
Presidente
José Manuel Constantino
Vice-Presidentes
Artur Lopes
João Paulo Vilas-Boas
Maria do Sameiro Araújo
Ulisses Pereira
Vicente Henrique Araújo
Secretário-Geral
José Manuel Araújo
Tesoureiro
Joaquim José Oliveira Lopes
Vogais
Beatriz Gomes
Carla Ribeiro
João Rodrigues
Pedro Miguel Dias
Pedro Farromba
Rui Vieira
Teresa Gaspar
CONSELHO FISCAL
Presidente
Leandro Silva
Vice-Presidente
António Pedro Vieira Nunes
Secretária
Fernanda Piçarra
CONSELHO DE ÉTICA
Presidente
Eduardo Marçal Grilo
Vice-Presidente
Luísa Filipe Freitas
Vogais
Lara Pestana Vieira
Pedro Fragoso Mendes
A finalizar a cerimónia, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, reconheceu que “vivemos o melhor ciclo olímpico”, em Portugal. “Houve muito, muito trabalho. Atingimos sucesso que muito nos agrada.” Na sua intervenção, João Paulo Rebelo elogiou o papel que o COP tem desempenhado: “O COP pensa, o COP reflete, o COP suscita debates absolutamente importantes para o desporto nacional. Sempre convivi bem com essa reflexão, que muitas vezes é crítica, mas justa. O secretário de Estado não pode deixar de acompanhar que deveríamos valorizar mais o desporto.”