Portugal participou pela nona vez nos Jogos Olímpicos de inverno, a quinta consecutiva. Depois de Oslo 1952, Calgary 1988, Lillehammer 1994, Nagano 1998, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014 e PyeongChang 2018, a Equipa Portugal apresentou-se em Pequim 2022 – na cidade que pela primeira vez na história do Movimento Olímpico realizou os Jogos de inverno depois de já ter acolhido uma edição de verão, em 2008 – com três atletas.
Os objetivos definidos à partida para Vanina Oliveira, Ricardo Brancal e José Cabeça foram globalmente atingidos: melhorar os resultados alcançados pelos seus antecessores nas provas de Esqui Alpino (slalom e slalom gigante) e Esqui de Fundo (15 km estilo clássico).
Vanina Oliveira, 19 anos, a terceira mulher portuguesa a integrar uma missão olímpica depois de Mafalda Queiroz Pereira (Nagano 1998) e Camille Dias (Sochi 2014), foi 43.ª no slalom gigante, melhorando o 59.º lugar de Camille, mas não terminou a prova de slalom, permanecendo o 40.º lugar alcançado pela sua antecessora em Sochi como o resultado a bater nesta disciplina.
Ricardo Brancal, 25 anos, apontou ao top 50, com a ambição de poder melhorar as posições de Arthur Hanse, em PyeongChang. E cumpriu em slalom gigante, sendo 37.º, quando Hanse fora 66.º; no slalom acabou também dentro do top 50, no 39.º lugar, tendo o seu antecessor sido 38.º e George Mendes 32.º nos Jogos Olímpicos Lillehammer 1994.
José Cabeça, 25 anos, foi o terceiro atleta português a participar na competição de Esqui de Fundo (15 km clássicos), depois de Danny Silva (94.º em Turim 2006 e 95.º em Vancouver 2010) e Kequyen Lam (113.º em PyeongChang 2018), e fixou o melhor resultado de sempre no seu 88.º lugar.
Pedro Farromba, chefe da Missão de Portugal, faz um balanço positivo da representação nacional em Pequim 2022. “A Missão de Portugal confirmou a evolução que as modalidades de inverno têm tido no nosso País. Sustentámos um trabalho que tem vindo a ser feito e abrimos as portas para mais e melhores missões olímpicas no futuro.”
A participação de Portugal nos Jogos Olímpicos também merece parecer positivo de Pedro Farromba no que à forma como a pandemia foi enfrentada diz respeito. “Enquanto chefe de missão, estou muito contente com os resultados e com a nossa equipa: atletas, treinadores, fisioterapeuta e CLO (oficial de ligação Covid), que teve um papel tão importante nestes Jogos. Conseguimos garantir, ao contrário de muitos outros países, o cumprimento integral das imposições definidas e assim não ter tido nenhum caso positivo.” E deixa um agradecimento público a toda a Missão. “Cumpre-me agradecer a todos - Comité Olímpico de Portugal pela confiança, IPDJ, por todo o apoio -, Pedro Flávio, pela enorme parceria ao longo de muitos anos, Sérgio Figueiredo, Ragnar, Yannick e Tiago Rosa pelo apoio aos atletas; à Vanina, ao Zé e ao Ricardo por lutarem e acreditarem.”
O chefe da Missão de Portugal a Pequim 2022 manifestou-se também reconhecido pelo apoio recebido dos portugueses: “Uma última e sentida palavra para os muitos que torceram por nós, às muitas mensagens, aos emails e aos telefonemas. Acreditem que mesmo longe sentimos o vosso apoio. Como disse Nelson Mandela, o desporto tem realmente a capacidade de poder mudar o mundo!”, concluiu.