8 Jun 2021
Maria Martins, João Almeida, Nelson Oliveira e Raquel Queirós representam Ciclismo em Tóquio 2020

Maria Martins (pista), Raquel Queirós (BTT), João Almeida (estrada e contrarrelógio) e Nelson Oliveira (estrada e contrarrelógio) são os atletas escolhidos para representar a Equipa Portugal na modalidade de ciclismo, anunciou esta quarta-feira a Federação Portuguesa de Ciclismo.

Os primeiros a entrar em ação em terras nipónicas, na prova de estrada, serão João Almeida (22 anos) e Nelson Oliveira (32 anos), no dia 24 de julho. A dupla voltará a competir no dia 28 de julho, no contrarrelógio individual. José Poeira, selecionador nacional de estrada, tem objetivos ambiciosos para as duas corridas. “Vamos trabalhar para conseguir estar na discussão do contrarrelógio e da prova de fundo. Os percursos adequam-se aos nossos corredores, mas falta saber que adversários teremos e em que condições se apresentarão. Ambicionamos, pelo menos, o Diploma Olímpico, sabendo que no contrarrelógio esse é um objetivo realista para o Nelson e para o João, dado que o percurso é muito exigente, favorecendo os portugueses em relação aos contrarrelogistas com caraterísticas de roladores”, explica José Poeira.

"Se os Jogos fossem no ano passado não tinha a expectativa de estar presente, mas foram adiados. Com os resultados que tenho apresentado, comecei a pensar que poderia ter uma possibilidade. Como só temos duas vagas, sabia que as possibilidades de ser ou não convocado eram de 50/50. Felizmente, fui escolhido e acho que vai ser uma grande experiência! Estou muito entusiasmado para meter os dorsais na camisola de Portugal nesta competição. Estive a analisar o percurso. Já percebi que é muito duro, adaptando-se às caraterísticas dos ciclistas portugueses. Somos só dois, o que nos coloca em desvantagem relativamente a outras seleções, mas estou confiante de que vamos estar na luta por bons resultados", afirma, por seu turno, João Almeida.

Nelson Oliveira vai estabelecer um novo marco da modalidade na capital do Japão: será o primeiro ciclista português a competir em três edições diferentes dos Jogos Olímpicos. Depois do 18.º lugar em Londres’2012 e do sétimo no Rio’2016, que esperar do contrarrelógio do bairradino em Tóquio? O próprio responde: “A ambição passa por melhorar o resultado do Rio. Sonhos, temo-los. O percurso é bom, porque é longo e muito duro, praticamente sem um metro plano. Mas o clima, devido à humidade e à temperatura, será o fator-chave. Estou a fazer preparação na câmara térmica do ADAI [Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, instituição ligada à Universidade de Coimbra] para dar sinais ao corpo das condições que vamos encontrar no Japão”, conta o recordista de participações do ciclismo nos Jogos.

Se o objetivo pessoal passa pelo contrarrelógio, Nelson Oliveira tem em mente a missão coletiva na prova de fundo. “Darei o meu melhor num percurso muito exigente e estou totalmente à disposição para ajudar o João Almeida, que tem demonstrado ser um grande ciclista, está sempre com os melhores na montanha”, assume o anadiense, que, apesar de já ser repetente na competição, não perde o entusiasmo: “É sempre um orgulho representar Portugal, especialmente nos Jogos Olímpicos. Mas também é uma grande responsabilidade, porque estamos naquele que é, provavelmente, o maior evento mundial, não apenas da área do desporto”.

Em contrapartida com a experiência de Nelson Oliveira, Raquel Queirós (21 anos) estreia-se nos Jogos Olímpicos. Vai fazê-lo no dia 27 de julho. "A Raquel é uma corredora ainda muito jovem. Estamos focados em fazer uma boa preparação para termos uma participação digna. Será um momento histórico, por ser a estreia, mas será também uma parte da caminhada rumo aos Jogos de 2024. Queremos que seja também um estímulo para toda a comunidade do XCO português, exatamente a pensar em Paris\


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