Hoje foi dia de mais uma sessão dirigida aos encarregados de educação, no âmbito do programa Performance Olímpica, desta vez com a temática da integridade e da “Prevenção da Manipulação de Competições”. Joana Gonçalves, gestora do programa de integridade do Comité Olímpico de Portugal (COP) apresentou a importância da manipulação de resultados no desporto atual e ainda o programa do COP que pretende sensibilizar, prevenir e educar para esta realidade.
O projeto “Pelo Respeito” do COP pretende chegar a todos os agentes desportivos – atletas, treinadores, oficiais, dirigentes, encarregados de educação – enquanto desperta consciências para uma realidade que abrange todas as modalidades, em todos os escalões e países e que existe desde que há desporto. “Este problema é tão universal como o desporto”, explicou Joana Gonçalves. “O mercado de apostas mudou o paradigma e aumentou a janela de oportunidades para a manipulação”.
Os regulamentos nacionais e internacionais e as formas de monitorização globais dos potenciais riscos de manipulação no sistema desportivo foram também assuntos abordados na sessão que juntou dezenas de encarregados de educação de atletas que estão em percurso de alto rendimento ou que já estão integrados no Programa de Esperanças Olímpicas ou de Preparação Olímpica.
A mensagem-chave da sessão passou pelo apelo ao “código do silêncio” que existe no meio desportivo, pelo impacto do aliciamento nas carreiras desportivas para o atleta e para a modalidade e pela identificação dos fatores de risco para cair no esquema da manipulação das competições. Reconhecer, Resistir e Reportar são os conceitos que os encarregados de educação levam para aplicar junto dos seus educandos.
A sessão de hoje está disponível na página de Youtube do COP e os interessados podem ainda inscrever-se nas duas sessões que completam o ciclo da Performance Olímpica especialmente dedicado aos encarregados de educação:
Psicologia – 18 abril – “Famílias Olímpicas: Perfil Ideal”
Proteção de atletas – 30 maio – “De que falamos quando falamos de violência e abuso de atletas jovens”