15 Abr 2021
Manipulação de competições é uma preocupação a combater nos Jogos Olímpicos

O Comité Olímpico Internacional (COI) dinamizou um seminário para pontos de contacto dos Comités Olímpicos Nacionais no âmbito do projeto de combate à manipulação de competições, com o objetivo de maximizar o impacto de atividades relacionadas com a prevenção de manipulação de competições a caminho dos próximos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A educação dos atletas e de todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos para o flagelo da manipulação de competições, é uma das preocupações do COI e dos Comités Olímpicos Nacionais, estando em desenvolvimento programas, materiais de formação on-line e materiais de consciencialização para o problema.

Para além dos projetos internacionais coordenados pela Unidade de Prevenção de Manipulação de Competições do COI, foram ainda apresentados na sessão alguns exemplos de boas práticas nos Comités Nacionais, caso da Dinamarca, França, Zimbábue, Botswana e Croácia.

Também o Comité Olímpico de Portugal (COP) esteve em destaque com a apresentação de Joana Gonçalves, gestora do projeto de integridade do COP. O trabalho que é realizado com os atletas embaixadores no domínio da sensibilização e formação para a prevenção da manipulação de competições, um dos modelos de boas práticas identificado pelo COI, foi um dos pontos em maior destaque na apresentação portuguesa.

O canoista Fernando Pimenta, embaixador do COI para o projeto Believe in Sport , esteve também presente na sessão e deixou uma mensagem que reforça a importância da perceção dos perigos da manipulação de competições: "algumas modalidades têm um risco elevado e as pessoas perguntam-me o que podem fazer. É bom eu poder dar informação, porque quando eu comecei não tinha acesso a muitas informações". O português, tal como Telma Monteiro, faz parte do grupo de cerca de duas dezenas de atletas mundiais que são embaixadores deste projeto internacional e afirma que "é com prazer que represento os atletas portugueses e trabalho com o COP para ajudar a que o nosso desporto seja mais justo e limpo".

A assistir ao evento, e a aprender mais com a experiência portuguesa, estiveram cerca de 70 representantes de Comités Olímpicos Nacionais dos vários continentes.


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