Lisboa 2021 - Capital Europeia do Desporto, recriou esta manhã simbolicamente na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP) o momento fundador do Comité Olímpico Internacional, ocorrido a 23 de junho de 1894, na Universidade de Sorbonne, em Paris, França.
Nessa data, o Barão Pierre de Coubertin leu uma proposta que delegados de 12 países votaram por unanimidade.
“Meus Senhores, neste dia histórico para a humanidade e para o desporto mundial, vamos votar a constituição de um Comité Olímpico Internacional que possa levar avante a realização dos Jogos Olímpicos da Era Moderna”, anunciou Coubertin. E os delegados presentes de Bélgica, França, Reino Unido, Grécia, Itália, Rússia, Espanha, Suécia, Estados Unidos, Holanda, Hungria, Checoslováquia e Austrália votaram favoravelmente.
O presidente do COP, José Manuel Constantino, referiu que Coubertin, aos 31 anos, estaria “longe de imaginar as consequências do seu ato”, de alcance tão avançado. “Deu um contributo inestimável para a generalização da prática desportiva”, numa altura em que o próprio desporto “era de caráter elitista. De então para cá gerou-se um movimento social que permitiu que se tornasse um direito de cada um.”
Na iniciativa da Lisboa 2021 - Capital Europeia do Desporto, denominada “Da Rua ao Olimpo, seguiu-se uma estafeta pelas ruas de Lisboa, com início na sede do COP e fim na Câmara Municipal de Lisboa.
O atleta olímpico Nuno Delgado entregou uma tocha a José Manuel Constantino, que por sua vez a passou ao primeiro atleta da estafeta, Luís Alves Monteiro, presidente da Associação de Atletas Olímpicos de Portugal, colaboradora na organização. Seguiram-se na estafeta Roberto Durão; Gonçalo Carvalho; José Garcia; Isabel Joglar; Pedro Dias; Ana Barros; Armando Marques; Clara Piçarra; Rita Borralho; Vanessa Fernandes; e Patrícia Simão.