8 Fev 2021
Jorge Silvério explica como os árbitros devem lidar com a crítica

“E depois da tomada da decisão? Como devem os árbitros lidar com as críticas?” - estas e outras questões foram esta segunda-feira respondidas por Jorge Silvério em mais um webinar promovido pela Comissão de Arbitragem e Ajuizamento Desportivo (CAAD), do Comité Olímpico de Portugal, inserido no ciclo "A tomada de decisão na arbitragem".

Psicólogo do Desporto e o primeiro Mestre na área, em Portugal, igualmente doutorado em Psicologia do Desporto, Jorge Silvério concluiu que os árbitros devem "trabalhar os aspetos mentais de forma sistemática e elaborar um plano mental individualizado", para melhor lidarem com as críticas adversas.

Jorge Silvério dividiu a sua apresentação em três partes, tendo começado pela "vantagem de jogar em casa", na qual incluiu o chamado "plano português" de ver o jogo, que "não está centrado na bola", mas num ponto negro, "o árbitro."

Na vantagem de jogar em casa, entre muitos outros fatores, podem entrar os árbitros, porque, como explicou, recorrendo a Pollard (1986), existe a possibilidade de uma assistência muito ruidosa influenciar as decisões dos árbitros a favor da equipa local. Daí que Jorge Silvério tenha sublinhado que, atualmente, face à ausência de adeptos, "a vantagem de jogar em casa baixou."

Focado no árbitro de futebol, sujeito a tomar 200 decisões, enquanto percorre 12 quilómetros e vigia dez mil metros quadrados, o árbitro pode ser visto como bode expiatório. “Quanto mais o odeiam mais dele necessitam", disse Jorge Silvério, citando Eduardo Galeano.

Jorge Silvério abordou depois os dois tipos de crítica que se podem colocar. "A crítica pode ser construtiva, de análise do erro, sendo \


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