Pequim 2022 sucede a Tóquio 2020 como os segundos Jogos Olímpicos da História realizados em contexto de pandemia da Covid-19. O cenário é marcado por muitos e variados cuidados, mas já esta semana o Comité Olímpico Internacional (COI) informou que foram detetados 72 testes positivos de pessoal ligado à organização.
Segundo o COI, em 2586 testes realizados no aeroporto da capital chinesa a pessoal acreditado para os Jogos Olímpicos foram detetados 39 casos de infeção. Já na "bolha" estabelecida em torno do evento, 336 421 testes efetuados revelaram 33 casos positivos.
Pequim 2022 vai seguir a estratégia "zero covid" da China e durante o evento – de 4 a 20 de fevereiro – todos os participantes (atletas, oficiais, voluntários e jornalistas) vão ser mantidos num circuito fechado, para evitar qualquer contacto com a população local.
Esta “bolha sanitária” foi criada no início de janeiro e visa isolar os participantes nos Jogos Olímpicos do mundo exterior, nas deslocações a pé, de carro ou de comboio. Foi exigida uma quarentena de 21 dias após a chegada a Pequim para quem não estivesse vacinado.
Segundo os manuais de conduta (“playbooks”) produzidos pelo COI e pelo Comité Organizador de Pequim 2022, os participantes são considerados totalmente vacinados de acordo com os requisitos do seu país/região de residência ou autoridade sanitária nacional onde a vacina for administrada. Isso pode prever uma, duas ou três vacinas, dependendo dos requisitos, tipo de vacina e do histórico médico pessoal, ou se não for elegível para a vacinação completa de acordo com os requisitos do seu país/região de residência, devido a comprovada infeção anterior.
A “bolha sanitária” foi definida para manter os participantes nos Jogos Olímpicos e a população chinesa em segurança, reduzindo interações consideradas desnecessárias. Dentro do circuito fechado, todos os participantes nos Jogos serão sujeitos a monitorização e testes diários de saúde, necessitando de autorização para se movimentarem entre destinos permitidos (incluindo locais de competição, instalações de alojamento, etc), em transporte dedicado aos Jogos. Tal acontece para garantir que não haverá contacto com o público em geral ou qualquer pessoa fora do circuito fechado.
Está previsto que as competições dos Jogos Olímpicos sejam acessíveis a algum público, mas não haverá venda de bilhetes em regime aberto, sendo estes distribuídos por grupos a definir pelo Comité Organizador.