Depois de Baku 2015 e Minsk 2019, Joana Castelão volta aos Jogos Europeus para a sua terceira participação, desta vez na Polónia. As recordações das duas primeiras participações são “muito boas”, considerando este formato de competição uma “emoção muito diferente” e semelhante aos Jogos Olímpicos. De Baku, o Tiro trouxe a medalha de prata na prova de pistola a 10 metros através João Costa que foi também 14.º classificado a 25 metros. A equipa mista de João e Joana foi 9.ª classificada, enquanto que a atiradora somou também um 25.º lugar a 10 metros e um 27.º a 25 metros. Quatro anos depois, em Minsk, Joana Castelão foi 18.ª em pistola a 10 metros e 22.ª a 25 metros, enquanto que em dupla com João Costa foi 13.ª em 25 metros e 23.ª em 10 metros; já João Costa terminou os 10 metros em 10.º lugar.
Oito anos depois da estreia em Jogos Europeus, e aos 38 anos, uma Joana Castelão mais experiente diria à sua versão jovem “para continuar a treinar, continuar focada, porque os resultados vão surgir”. Numa modalidade em que a força psicológica é determinante para o resultado, a atiradora portuguesa admite que as competições de Tiro são sempre uma incógnita e que tudo pode acontecer durante uma prova, uma vez que nenhuma prova é igual a outra. “O melhor que podemos fazer é estar preparados para a prova, a competição, estarmos bem tecnicamente e psicologicamente, para reagir bem à competição”.
E para a terceira participação, na Polónia, Joana Castelão admite que um bom resultado seria ficar perto dos lugares que dão acesso à final. As provas irão decorrer entre 22 de junho e 2 de julho no Centro de Tiro de Wroclaw e o melhor classificado de cada prova individual recebe também um bilhete de qualificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024. Joana Castelão vai competir na prova de pistola 25 metros e João Costa alinha em pistola ar comprimido 10 metros. Os mais de 270 quilómetros que separam Wroclaw de Cracóvia vão obrigar os atletas do Tiro a ficarem alojados numa aldeia própria, o que pode tornar esta experiência “um pouco diferente” pelo isolamento que terão face à restante comitiva lusa. No entanto Joana Castelão promete que vão estar a apoiar todos os colegas da Missão e espera também sentir o apoio dos portugueses.
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