A Equipa Portugal de Ciclismo de pista inicia amanhã, quarta-feira, a sua participação no Campeonato da Europa, em Grenchen, Suíça, com seis ciclistas: Maria Martins, Iúri Leitão, Rui Oliveira, João Matias, Rodrigo Caixas e Diogo Narciso.
A competição decorre até domingo e em pista estarão 290 ciclistas, na disputa de 22 títulos (onze femininos, onze masculinos): sprint, sprint equipas, contrarrelógio 500m e 1km, keirin, perseguição individual, perseguição equipas, corrida por pontos, scratch, madison, omnium e eliminação.
Integra a Equipa Portugal Iúri Leitão, que defende a medalha de ouro conquistada em scratch há um ano, na última edição do Europeu, realizada na cidade alemã de Munique. O jovem de 24 anos, nascido em Viana do Castelo, construiu nas últimas três edições do Campeonato da Europa um currículo com seis pódios – para além do ouro, em Munique 2022, ganhou prata na corrida por pontos e bronze em madison (com Rui Oliveira), em Grenchen 2021, e ainda ouro (scratch), prata (eliminação) e bronze (omnium), em Plovdiv 2020.
“O currículo na pista constrói-se com trabalho, muita dedicação e uma boa equipa. Sem essa dedicação e sem pessoas competentes ao nosso lado as coisas não seriam possíveis”, explica Iúri Leitão.
Ciclista de estrada – dos quadros da equipa Caja Rural-Seguros RGA – e de pista, Iúri Leitão e os seus companheiros de seleção nacional estão obrigados a conjugar dois calendários exigentes: “Nós tentamos sempre saber o mais depressa possível o calendário de pista e o calendário de estrada, e procuramos chegar a um acordo entre a nossa equipa e a Federação, porque há corridas na pista que são mandatórias, por causa da qualificação olímpica, e há corridas que a minha equipa faz muita questão que eu faça. Temos de chegar a um acordo entre todos e a partir daí desenhar um primeiro esboço do calendário.”
Combinar o ciclismo de pista e o de estrada tem, para além da conjugação de calendários, outros desafios. “Quanto à preparação, como nós somos ciclistas de pista da parte de endurance, acaba por ser bastante parecida com a de estrada. Então, basicamente, são mais questões técnicas a obrigar-nos a ir regularmente à pista, porque a bicicleta é bastante diferente e precisamos saber andar na madeira, com bastante inclinação”, sublinha Iúri Leitão. “No resto, 95% da preparação é exatamente igual.”
O Europeu de 2023, em Grenchen, tem ainda um aliciante suplementar a caraterizá-lo: significa o arranque da qualificação olímpica para Paris 2024. “Estamos cientes de que começa agora uma fase bastante importante da qualificação, com toda a gente a querer fazer bons pontos”, refere o ciclista da Equipa Portugal. “Tanto nós como os nossos adversários estaremos a pensar na mesma coisa. Nós estamos a contar com o máximo dos outros, assim como os outros podem esperar o máximo de nós. Não vale a pena pôr pressão excessiva onde não é necessária.”
Com seis medalhas ganhas no Campeonato da Europa, Iúri Leitão é já um nome com estatuto na competição que decorre até domingo, dia 12, no velódromo de Grenchen, mas tal não significa para ele adotar uma perspetiva diferente da habitual. “O Europeu será parecido aos de outros anos e estamos a encará-lo da mesma forma. Toda a gente sabe da nossa capacidade. Preparámo-nos bem, mas estamos à espera de rivais igualmente bem preparados. A nível pessoal conto dar o meu melhor e obter bons resultados. Não estou há espera de nenhum resultado em específico. Espero fazer o melhor para o nosso País.”
Iúri Leitão conta igualmente no currículo com uma medalha de prata ganha na prova eliminação, no Campeonato do Mundo de 2021, em Roubaix (França).
Os primeiros atletas da Equipa Portugal a competir esta quarta-feira serão Maria Martins (scratch, 17h26) e Rui Oliveira (eliminação, 17h44).
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