Foi com esta frase do Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) que João Paulo Almeida começou a sua intervenção no webinar dinamizado pela Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APOGESD) sobre os "Desafios e Ameaças à Ordem Internacional Desportiva".
Com o objetivo de debater os novos desafios com que o desporto se debate, o diretor-geral do COP começou por defender que o desporto não pode ser uma entidade fechada sobre si própria, mas que deve antes ser regulado enquanto atividade sem nunca perder de vista o seu papel de bem público e a sua relevância social.
Certo é que os fenómenos que acontecem em torno do desporto devem ser encarados como parte da evolução e as organizações devem saber adaptar-se aos tempos. Um dos exemplos apresentados foi o do Ciclismo, que tem já um sistema desportivo misto de participação desportiva, que combina a presença num circuito profissional com a presença em provas federativas.
O diretor-geral do COP foi um dos convidados da noite, dividindo o painel com Alexandre Mestre que abriu a sessão. Segundo o advogado especialista em direito desportivo, a uniformidade de regras e o mérito foram as bases que equilibravam o panorama desportivo, mas os novos modelos desportivos vieram “quebrar o monopólio” existente. Para Alexandre Mestre, o sistema piramidal tem vindo a ceder, e existem novos modelos e exceções à norma que funcionam, por isso deixou a questão “O desporto é visto cada vez mais como um negócio. Mas porque é que isso está a acontecer?”