10 Mai 2023
"Fadiga e Recuperação em Treino Desportivo" no programa Performance Olímpica do COP

“Fadiga e Recuperação em Treino Desportivo” foi esta quarta-feira o tema da sessão do programa Performance Olímpica, do Comité Olímpico de Portugal (COP), integrada no ciclo "Fadiga, Lesões e Recuperação no Treino Desporto”, que teve a intervenção de José Gomes Pereira, diretor de Medicina Desportiva do COP

“É muito importante que o atleta treine, mas será que vai conseguir recuperar entre cada unidade de treino?” – foi a partir desta pergunta inicial que José Gomes Pereira procurou acrescentar informação em torno de um tema no qual é necessário fazer uma caraterização da fadiga, de forma a saber diagnosticá-la, para atuar na prevenção.

O diretor de Medicina Desportiva do COP identificou três vetores fundamentais para atuar eficazmente nesta área - exercício, sono e alimentação – sabendo que tem de ser bem doseada a carga do treino para não se instalar a fadiga; que a recuperação mais eficaz acontece através do sono; e que a questão da alimentação é também muito importante.

“O treino para ser eficaz tem de nos agredir. Sem fadiga, sem dor, não há melhoria, mas a alteração do nosso equilíbrio interno tem de ser adaptada”, explicou. “Quando o treino ultrapassa a nossa capacidade adaptativa damos sinais, por exemplo, através da perda de peso.”

Na sessão foi abordada igualmente “a responsabilidade do treinador quanto à negligência na recuperação”, que pode envolver uma progressão da carga ignorando os processos de adaptação, o excesso de competições, a monotonia no processo de treino e um número excessivo de falhanços.

Mas também foi falada “a responsabilidade do atleta” nesta área, que pode estar ligada a tempo insuficiente de sono, hábitos de vida diários, insuficiente tempo de lazer, à alimentação e ao ambiente envolvente.

Para dar conta da fadiga podem existir sinais e sintomas observáveis em treino: alterações da coordenação motora, agravamento drástico dos resultados em competição e treino, perda de capacidade de concentração, reações de medo e hipervalorização de fatores estranhos ao processo de treino.

Antes de responder a algumas questões, José Gomes Pereira esclareceu que existe uma abordagem multidisciplinar para a fadiga em treino, revelando que o tempo de sono, entre sete e nove horas, é fundamental para a recuperação.

A sessão foi acompanhada online por 198 participantes, através da plataforma "Zoom", teve transmissão em direto no canal de Youtube do COP, e a gravação está disponível aqui .

A próxima sessão do programa Performance Olímpica, no dia 18 de maio, estará a cargo de Cláudia Minderico, nutricionista do COP, que abordará “A Alimentação e Nutrição na Recuperação Rápida (treinos bidiários) e lenta (diários). Para inscrever-se nas sessões do programa leia mais aqui .


Mais Notícias