Os Jogos Olímpicos de inverno Milão Cortina 2026, que começam já na próxima sexta-feira, prometem muita emoção no plano desportivo mas são várias as iniciativas paralelas que enriquecem a experiência olímpica. Uma das atividades que irá decorrer será a exposição artística “Olympic Art – L’arte incontra lo spirito Olimpico” e que conta com presença portuguesa. A artista Rueffa foi uma das 50 convidadas para expor o seu trabalho na Galleria Artemida, com uma proposta que pretende cruzar arte contemporânea, espírito olímpico e identidade nacional.
A proposta chegou à artista portuguesa na sequência do seu percurso no panorama artístico contemporâneo. “Tomaram conhecimento do meu trabalho e fizeram uma seleção criteriosa de 50 artistas”, explica Rueffa. “O convite que me foi dirigido foi aceite com muito orgulho, por representar o meu país na qualidade de atleta-artista”. Rueffa esteve no Comité Olímpico de Portugal (COP) antes da partida para Milão para apresentar uma das duas peças que estarão expostas. A Secretária-Geral do COP, Diana Gomes, e a Diretora do Departamento de Educação e Memória Olímpica, Rita Nunes, tiveram oportunidade de ver a peça ainda em processo de finalização que está a ser desenvolvida especificamente para esta exposição e que se irá inserir no conceito de uma coleção que a artista já desenvolve há cerca de dez anos – a Selfie Dollar. “Entrar no universo dos Jogos Olímpicos é novo para mim, mas quando nos apercebemos da questão do atleta, de estar no topo, de chegar em primeiro, acaba por entrar na forma como eu lido todos os dias com o meu trabalho”.
A coleção Selfie Dollar pretende criar no observador a obrigação do confronto consigo próprio, com a imagem, a identidade e o tempo. “A obra tem muitas premissas artísticas e refletivas e percebemos o lugar que ocupamos nos dias de hoje e de amanhã”. Pela primeira vez a trabalhar no universo do olimpismo, a artista reconhece que o processo de investigação que realizou para criar as obras personalizadas para a ocasião lhe trouxe versatilidade. “A obra acrescenta-me todos os dias maturidade, matéria, resiliência, foco, equilíbrio. Sou a minha própria treinadora, não posso desistir”. Estas duas peças são construídas com materiais que evocam a neve, os símbolos olímpicos e ainda o número 1, como referência aos atletas, num jogo de camadas que pretende ser pedagógico, simbólico e emocional.
A exposição estará patente de 6 a 22 de fevereiro na Galeria Artemida, em Milão, podendo ser visitada de forma gratuita. Mais informação sobre os horários e acesso pode ser consultada aqui .