A Comissão Europeia publicou esta segunda-feira o quinto Eurobarómetro dedicado ao Desporto e à Atividade Física e os resultados apurados mostram que 38% dos europeus praticam desporto ou exercitam-se pelo menos uma vez por semana, enquanto 17% praticam menos de uma vez por semana. Até 45% dos europeus nunca se exercitam ou fazem atividade física. A pesquisa revela também que, durante a pandemia de COVID-19, metade dos europeus reduziu os seus níveis de atividade ou parou mesmo completamente.
Globalmente, os inquiridos na Finlândia (71%), Luxemburgo (63%), Países Baixos (60%) e Dinamarca e Suécia (59% em ambos países) são os mais propensos a fazer exercício ou praticar desporto pelo menos uma vez uma semana. Por outro lado, mais de metade dos entrevistados em oito países dizem que nunca se exercitam ou praticam desporto, com os níveis mais altos em Portugal (73%), Grécia (68%) e Polónia (65%).
Em Portugal, para além dos 73% que dizem nunca se exercitar ou praticar desporto, 5% refere que o faz “raramente”, ao passo que os que o fazem “regularmente” são 4%, sendo 18% os que respondem “com alguma regularidade”.
Na Europa, os inquiridos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos são os mais propensos a praticar exercício ou praticar desporto com alguma regularidade (54%). Essa proporção diminui com a idade, passando de 42%, na faixa de 25 a 39 anos, para 32%, na faixa de 40 a 54 anos, e 21% na faixa de 55 anos ou mais.
De acordo com os entrevistados, a principal barreira a serem ativos é a falta de tempo seguida da falta de motivação, ou simplesmente o desinteresse pelo desporto.
A pesquisa permite perceber que o principal motivo invocado pelos inquiridos para estarem ativos é melhorar a saúde, seguido pelo desejo de aumentar os níveis de condição física e encontrar formas de relaxar. Numa nova tendência, possivelmente reforçada pela pandemia da COVID-19, cerca de um terço diz preferir praticar desporto em casa.
No contexto da COVID-19, em Portugal, 41% responderam “continuou a ser fisicamente ativo, mas foi fisicamente ativo com menos frequência (valor na Europa foi de 34%); 22% “foi tão fisicamente ativo como era antes” (34%); 19% “parou de ser fisicamente ativo” (18%); e 7% “foi fisicamente ativo com mais frequência” (9%).