O Esqui Alpino é uma das disciplinas do Esqui com mais tradição nos Jogos Olímpicos de Inverno, atribuindo 33 medalhas em 11 eventos competitivos, e na qual a Equipa Portugal vai participar em Pequim 2022. A competição decorre entre os dias 6 e 19 de fevereiro, nas pistas do Centro Nacional de Esqui, na zona de Yanqing, e vai juntar 153 homens e 153 mulheres.
O programa competitivo está dividido entre provas masculinas e femininas – downhill (os atletas chegam a atingir os 152km/h), super-G, slalom gigante, slalom e combinado alpino – e equipas mistas. As provas de downhill e super-G têm apenas uma descida, em que são registados os tempos para apurar os vencedores. O slalom e o slalom gigante têm duas mangas – os atletas que não terminam ou são desqualificados na primeira ficam fora da segunda – e a soma das duas é utilizada para determinar os vencedores. No combinado alpino, os atletas participam numa prova de downhill e noutra de slalom e o vencedor é determinado pelos tempos nestas duas provas. Para a prova de equipas mistas, compostas por dois homens e duas mulheres do mesmo país, a competição é feita de forma paralela, o que significa que um atleta de cada país compete no mesmo percurso em simultâneo com um adversário de outro país, lado a lado. Quem cruza a meta primeiro é declarado vencedor.
O Esqui Alpino tem raízes históricas na Rússia, Finlândia, Suécia e Noruega, com artefactos datados de 8000-7000 a.C. O Esqui moderno surgiu nos anos 50 do século XIX, sendo popularizado na Noruega. Desde 1936 que integra o programa competitivo dos Jogos Olímpicos de Inverno e o evento de equipas mistas foi integrado no programa em 2018.