Diogo Costa e Carolina João trouxeram da competição de Vela dos Jogos Olímpicos Paris 2024 um referencial para o trajeto que estão a construir na classe 470 mista: o 5.º lugar e o diploma olímpico. Mas o objetivo está mais alto e distante no tempo, expresso na identificação da conta que ambos partilham nas redes sociais: “Sailing for gold.”
Esta semana, os olímpicos portugueses competem no já clássico Troféu Princesa Sofia, disputado nas águas das Ilhas Baleares, em Palma de Maiorca, e ao fim de seis regatas estão entre os primeiros, numa competição com 55 tripulações, nas quais também se incluem Beatriz Gago e Rodolfo Pires, igualmente integrantes do Programa de Preparação Olímpica.
Até chegar a Palma, para disputar a primeira prova do novo ciclo olímpico, passaram quatro meses de trabalho intenso. “A pré-temporada correu bastante bem”, conta Diogo Costa, que assegura o leme da embarcação. “Nós queríamos trabalhar mais com o vento e estivemos dois meses em Vilamoura. Também ganhámos lá o Grand Prix e apanhámos bastante bom vento.”
A seguir, o treino de Diogo Costa e Carolina João prosseguiu em Espanha, com mais uma vitória, desta vez na Lanzarote International Regata, na qual a dupla Beatriz Gago/Rodolfo Pires foi 3.ª. “Mudámo-nos para Lanzarote e fizemos lá dois meses, janeiro e fevereiro, com vento, e conseguimos trabalhar muitas coisas. Viemos então para Palma e estamos a fazer o Princesa Sofia, primeiro campeonato da época, que é mais um campeonato para ver como é que estamos, como foi a pré-época”, sublinha Diogo Costa.
O objetivo principal dos olímpicos portugueses, em 2025, está identificado, o Campeonato do Mundo, em Gdynia, Polónia, de 6 a 14 de junho. “Nós dissemos que este ano queríamos começar cedo, aliás, fomos os primeiros, dos que estiveram nos Jogos Olímpicos, a começar”, revela Diogo Costa. “Este é um ano em que queríamos começar cedo e queremos ter bons resultados, mas o objetivo principal é o Mundial.”
Até lá, existe trabalho para desenvolver. “Há ainda muitas afinações para fazer, as clássicas”, diz Diogo Costa, focado no objetivo final: “Temos de melhorar os pontos que falharam no ciclo passado, principalmente a questão do vento, e também temos de ver quais são as condições de Los Angeles, porque há muita gente que diz que pode ser um sítio de pouco vento, que seria o nosso forte.”
No imediato, a dupla da Equipa Portugal foi 3.ª e 1.ª nas duas regatas de terça-feira e somou cinco pontos “net”, ao fim de quatro regatas, liderando então entre 55 embarcações. Beatriz Gago e Rodolfo Pires estavam classificados no 15.º posto, com 21 pontos, depois terem sido 8.ºs e 6.ºs esta terça-feira e a partir de quarta-feira passam a integrar a frota de ouro, tal como Diogo Costa e Carolina João
Entre a Fórmula Kite, a olímpica Mafalda Pires de Lima posiciona-se atualmente no 10.º lugar, com 47 pontos, na sequência de um 5.º, um 9.º, um 10.º e um 31.º lugar. Na competição masculina, Tomás Pires de Lima é o atual 27.º, com 73 pontos – no dia foi 33.º, 20.º, 9.º e 11.º nas quatro regatas do dia, passando a integrar a frota de prata.
Maria Figenschou e Luísa Peres são as atuais 82.ª e 101.ª na classe Ilca 6, com 106 e 128 pontos, respetivamente. Figenschou foi 14.ª e 44.ª esta terça-feira, e Peres posicionou-se no 14.º e 44.º lugares. As duas velejadoras nacionais vão competir a partir de quarta-feira na frota de prata.
Em Ilca 7, Lourenço Mateus é 74.º (65 pontos), João Pontes 78.º (68) e Francisco Fonseca 132.º (111). Nas regatas do dia, Mateus foi 19.º e 27; Pontes 23.º e 14.º; e Fonseca 54.º e 45.º - o primeiro e o segundo vão ser integrados na frota de prata e o terceiro na frota de bronze.
Ricardo Correia segue no 88.º lugar, em IQFoil, com 174 pontos, depois de ter sido sucessivamente 27.º, 21.º, 21.º, 27.º e 33.º, nas cinco regatas do dia.
(texto atualizado)
(Foto 470 Olympic Sailing)