30 Out 2026
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Educação Olímpica
COP acompanhou a Conferência “Como Brincam Hoje as Crianças em Portugal”
Momento permitiu aprofundar conhecimentos sobre o poder do brincar para aplicação no Programa de Educação Olímpica

O Comité Olímpico de Portugal (COP) esteve representado por Rita Nunes, Diretora do Departamento de Educação e Memória Olímpica, na 7.ª Conferência Estrelas & Ouriços, que decorreu em Paço de Arcos, Oeiras. O encontro assinalou a apresentação dos resultados do estudo “Portugal a Brincar IV – 2026”, que, pela primeira vez, ouviu diretamente as crianças, cruzando as suas perspetivas com as das famílias.

Esta iniciativa permitiu ao COP aprofundar conhecimentos sobre o poder do brincar e durante o evento foi sublinhada a importância de criar ambientes educativos em que as crianças possam aprender através da experiência, da interação e da brincadeira. Esta reflexão promovida pela conferência está em linha com o trabalho que o Programa de Educação Olímpica do COP desenvolve diariamente nas escolas, em estreita colaboração com professores e alunos. Através de ações lúdico-pedagógicas, o Programa de Educação Olímpica recorre frequentemente ao jogo como ferramenta de aprendizagem, criando experiências participativas que estimulam a descoberta, a criatividade, a cooperação e o desenvolvime​​nto de competências sociais e emocionais. Nas iniciativas do Programa de Educação Olímpica, brincar é também uma forma de aprender e de promover os Valores Olímpicos da Excelência, Amizade e Respeito. Através do jogo e de atividades práticas, os alunos têm a oportunidade de experimentar estes valores, aprender a trabalhar em equipa, respeitar os outros e reconhecer a importância da inclusão e da entreajuda.

Desenvolvido pela Escola Superior de Educação de Coimbra, em parceria com o Instituto de Apoio à Criança e a Estrelas & Ouriços, o estudo "Portugal a Brincar IV – 2026"  reuniu respostas de mais de mil famílias com crianças até aos 12 anos e revelou diferenças entre aquilo que os adultos valorizam e aquilo que as crianças mais procuram quando brincam. Enquanto os pais associam o brincar sobretudo à criatividade, à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, as crianças destacam a alegria, a amizade, o convívio e o tempo passado em família. Entre as principais conclusões, sobressai a importância da disponibilidade dos adultos e das oportunidades para brincar livremente. Mais de 40% dos pais identificam a falta de energia, associada à carga de trabalho diária, como uma das principais barreiras ao brincar. Os resultados reforçam, assim, a necessidade de escutar as crianças e de valorizar o tempo dedicado à brincadeira e à interação.


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