O balanço da presença portuguesa em Tóquio, para os Jogos da XXXII Olimpíada foi realizado pelo Presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, com a presença do Chefe de Missão, Marco Alves, e do Secretário-Geral, José Manuel Araújo.
A nota geral é de satisfação pelos resultados alcançados que permitiram que esta fosse “do ponto de vista de resultados alcançados, os melhores resultados da representação nacional” em Jogos Olímpicos, com quatro medalhas (uma de ouro, uma de prata e duas de bronze), 15 diplomas, 36 lugares entre os primeiros 16 classificados e um total de 57 pontos. “O balanço que fazemos da Missão, em temos gerais, é um balanço positivo. Felizmente os Jogos realizaram-se e apesar de todas as limitações, apesar de todos os constrangimentos, apesar de todas as circunstâncias adversas, nós consideramos que valeu a pena”.
Além dos resultados desportivos alcançados, estes Jogos ficam também marcados pelas restrições associadas à pandemia, mas o espírito do Movimento Olímpico permitiu que se minimizassem os impactos. “Vamos partir dos Jogos com a sensação de que se abriu a esperança de revertermos a situação que ainda estamos a viver por força do efeito pandémico”, afirmou José Manuel Constantino. “[Na Aldeia] senti, entre os vários atletas dos diferentes países, um princípio de convivência e confraternização”.
Outra das restrições foi a ausência de público nas competições e a antecipada insatisfação do povo japonês em receber os Jogos Olímpicos. Mas mesmo esse impacto foi minimizado e o acolhimento a todas as iniciativas Olímpicas esteve também em destaque no balanço do Presidente do COP: “Não houve público, mas houve nas provas que se realizaram na via pública. E foi um sinal que, contrariamente à perceção que trazíamos para Tóquio de que os japoneses não estariam a ver com muito bons olhos a realização dos Jogos, o que é certo é que houve um número significativo de japoneses que se associaram aos eventos em que foi possível”.
O Presidente do COP considera que estes Jogos e os resultados alcançados pela Equipa Portugal podem ajudar no desenvolvimento do setor desportivo no país: “Saímos naturalmente satisfeitos e esperamos que este esforço dos nossos atletas, das nossas federações, possa também ter ganhos do ponto de vista dos apoios, recursos e medidas que ajudam ao desenvolvimento do desporto nacional e que possam também ser um sinal para a sociedade portuguesa de que nós temos um valor e uma competitividade que jamais tinha sido alcançada”. E a receita para o futuro parece clara para José Manuel Constantino: “O que há agora a fazer é continuarmos para sermos ainda mais fortes, ainda mais competitivos, e não regressarmos à situação que anteriormente tínhamos”.
Para além do balanço desportivo e logístico da Missão, o Presidente do COP endereçou um agradecimento aos jornalistas portugueses em Tóquio pela “tarefa árdua” de mediadores para que os portugueses conheçam a participação dos atletas.