Hoje assinala-se o 113.º aniversário da fundação do Comité Olímpico de Portugal (COP). Foi a 30 de abril de 1912 que, numa reunião realizada no Centro Nacional de Esgrima, e com a presença dos delegados dos clubes, foram eleitos por aclamação os primeiros órgãos sociais do então designado Comité Olímpico Portuguez, grafia e designação utilizada à época.
A imprensa da altura, nomeadamente a edição de Os Sports Ilustrados de 4 de maio de 1912, registava que entre os principais objetivos da recém-criada instituição estavam a divulgação dos Jogos Olímpicos, a criteriosa seleção das equipas que representariam Portugal nessas competições, bem como a angariação dos recursos necessários para assegurar a sua participação.
A data de 1912 foi este ano oficialmente reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional, em conformidade com a Carta Olímpica, tendo o respetivo certificado sido recebido no COP em abril.
Desde a sua criação, o Comité Olímpico de Portugal – denominação adotada oficialmente desde 1992 – tem-se ajustado de forma contínua à evolução da sociedade, do desporto e do próprio Movimento Olímpico. Atualmente, a sua missão vai muito além da organização das participações portuguesas nos Jogos Olímpicos de verão, inverno e juventude, Jogos Mundiais, Jogos Europeus, Jogos do Mediterrâneo e Festivais Olímpicos da Juventude Europeia. O COP desempenha hoje um papel transversal na promoção dos valores do Olimpismo, colaborando com as autoridades desportivas nacionais e internacionais, e envolvendo todos os agentes do setor na construção de um desporto melhor, mais inclusivo, ético e sustentável.
A sua atuação estende-se a áreas fundamentais como a educação, a preservação e divulgação do legado olímpico, a sustentabilidade, a luta contra a dopagem, a violência e todas as formas de discriminação, a integridade e a boa governação no desporto. Além disso, o COP tem promovido a produção de publicações relevantes, bem como a realização de conferências e seminários sobre variados temas.
Mais recentemente, o papel do COP foi reforçado com a assinatura do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo n.º CP/893/2024, celebrado juntamente com o Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e o Comité Paralímpico de Portugal. Este programa, que vigora até 31 de dezembro de 2028, estrutura-se em cinco medidas: Qualificar e construir infraestruturas desportivas, incluindo a melhoria das infraestruturas da rede nacional de Centros de Alto Rendimento Desportivo; Desenvolvimento Desportivo, Ciência, Inovação e Investigação; Inclusão e Desporto para Todos; Alto Rendimento Desportivo e Carreira Dual; e Certificação e Formação Desportiva.
Neste contexto, o Comité Olímpico de Portugal terá um papel ativo na gestão e aplicação de um investimento próximo dos 50 milhões de euros, refletindo um compromisso nacional claro com o desenvolvimento desportivo e com a valorização do Movimento Olímpico.
Celebramos, assim, não apenas o passado de uma instituição centenária, mas também um presente dinâmico e um futuro promissor, com o desporto e os Valores Olímpicos ao serviço da humanidade.
O COP na vida dos atletas olímpicos
“Quero agradecer ao COP pelas oportunidades e condições que me proporcionou e desejar-lhe um feliz aniversário! Poder representar Portugal nos Jogos Olímpicos foi o concretizar de um sonho de vida. Ter a oportunidade de sentir o espírito olímpico é algo que nunca esquecerei.”
Iúri Leitão (Ciclismo), duplo medalhado em Paris 2024
"A minha primeira experiência olímpica foi o Festival Olímpico da Juventude Europeia, em 2015. Já antes disso tinha em mim o sonho olímpico, mas aí tive o primeiro contacto com uma missão, uma aldeia e todo o espírito do Olimpismo. Dez anos, várias missões e ainda uma medalha olímpica se passaram e eu só tenho a agradecer ao COP todo o apoio e ajuda que me tem dado na concretização dos meus sonhos. Parabéns ao COP e a todas as pessoas envolvidas neste grande núcleo!
Patrícia Sampaio (Judo), medalhada em Paris 2024
“Ser atleta olímpico mudou profundamente a minha vida, não apenas como desportista, mas como ser humano. O Comité Olímpico de Portugal foi um farol nesse percurso, abrindo-me portas para viver o sonho de representar Portugal ao mais alto nível. Através do Movimento Olímpico, aprendi que a verdadeira vitória está nos valores que carregamos connosco — o respeito, a amizade, a superação constante. Cada vez que vesti as cores de Portugal, senti o peso da responsabilidade, mas também o privilégio de fazer parte de algo maior. O COP esteve presente em cada etapa, dando-nos voz, força e estrutura. Graças a isso, o windsurf levou-me longe, mas foi o Espírito Olímpico que me levou a ter uma vida com significado. Parabéns, COP!”
João Rodrigues (Vela), atleta português com mais presenças (7) em Jogos Olímpicos