Gdynia, na Polónia, será palco do Campeonato do Mundo de Vela, classe 470 mista, entre 6 e 14 de junho. As regatas têm início na segunda-feira, a partir das 10h00, e na água haverá duas embarcações da Equipa Portugal, uma tripulada pelos olímpicos Diogo Costa e Carolina João e a outra com Beatriz Gago e Rodolfo Pires a bordo.
O Mundial é o ponto alto de um ano de 2025 em que os velejadores já estiveram em três competições de referência do calendário internacional: o Campeonato da Europa, em Split, na Croácia; a Semana Olímpica Francesa, em Hyères; e o Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca, Espanha.
Beatriz Gago e Rodolfo Pires foram 20.ºs classificados em Palma de Maiorca, 6.ºs em Hyères e 4.ºs no Europeu, aqui com duas vitórias em regatas, uma delas na Medal Race, mostrando uma evolução no rendimento. ”Após o campeonato de Palma, tivemos a oportunidade de adquirir um barco novo, isso, aliado ao trabalho feito no inverno, permitiu que os nossos resultados melhorassem exponencialmente. Sentimos que temos bom ritmo e ganhámos mais confiança”, explica Beatriz Gago.
Já Diogo Costa e Carolina João chegaram ao topo do “ranking” da classe 470, antes de terem sido 10.ºs no Europeu, 5.ºs em Hyères e 5.ºs também em Palma de Maiorca, e depois de vitórias na pré-temporada, em Vilamoura e Lanzarote. Na visão de Diogo Costa, há aspetos a melhorar: “Foram campeonatos muito complicados em que nem sempre conseguimos navegar tão bem como gostaríamos, mesmo assim acabamos sempre no ‘top 10’ e houve boas lições a tirar. Esperamos que essas lições nos ajudem no derradeiro campeonato.”
Beatriz Gago tem expetativas alinhadas para o Campeonato do Mundo, em Gdynia, e estão ancoradas num objetivo definido à partida. “Desde o início da época que o nosso foco foi procurar a consistência dentro do ‘top 10’ em todas as provas internacionais”, sublinha.
As expetativas de Diogo Costa para Gdynia também estão claras: “Passam mais por navegarmos bem, voltando à forma com que acabamos os Jogos Olímpicos. Esta época tem sido dura, mas acreditamos que podemos acabar com boas sensações. O objetivo é navegarmos regata a regata, tirando o máximo partido do barco em cada momento.”
Com os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 no horizonte, os principais desafios a superar no início deste ciclo, segundo Beatriz Gago, “são a aquisição de material, equipamentos e tecnologia”, e melhorar a performance “em condições mais extremas de vento.” No entender de Diogo Costa, “este ciclo olímpico vai ser longo”, o que o leva a relativizar o significado que possam ter algumas competições. “É importante não perder o foco e não ligarmos demasiado aos resultados das pequenas provas, ao longo do caminho, pois o objetivo final é em 2028.” Mas há etapas a respeitar, segundo o velejador olímpico, 5.º classificado, com Carolina João, em Paris 2024. “Claro que vão existir vários momentos de controlo, mas acredito que a chave vai estar na gestão dos testes e da psicologia, ao longo do caminho, para conseguir cumprir tanto os planos a curto como a longo prazo.”
Beatriz Gago/Rodolfo Pires e Diogo Costa/Carolina João competirão no Mundial de Gdynia com mais 49 embarcações. As regatas arrancam na segunda-feira, dia 9, e a Medal Race final está agendada para sábado, dia 14.