Foram cinco os atletas da Equipa Portugal que estiveram na conferência de imprensa com os órgãos de comunicação social presentes em Tóquio para os Jogos Olímpicos.
Catarina Costa (Judo), Fábio Magalhães (Andebol), Gustavo Ribeiro (Skateboarding), José Paulo Lopes (Natação) e Rui Bragança (Taekwondo) são alguns dos atletas que entram em competição no primeiro fim-de-semana dos Jogos Olímpicos e partilharam as suas expectativas pessoais e das suas equipas, sempre com um traço comum: o desejo de orgulhar a representação portuguesa.
Catarina Costa será uma das primeiras atletas portuguesas a competir, na prova de -48kg de Judo. Parte como cabeça de série e com vontade de chegar “o mais longe possível”. A atleta recordou que entra no sorteio numa posição favorável fruto das boas prestações que teve ao longo do ciclo Olímpico, mas alerta para que “todos os que aqui estão têm a vontade de ganhar uma medalha e será uma prova extremamente difícil em que tudo pode acontecer.”
Fábio Magalhães representou a equipa de Andebol que se estreia em participações Olímpicas e afiançou que o conjunto estará pronto para competir no próximo sábado frente ao Egito, destacando a necessidade de entrar bem na fase de grupos para garantir a passagem à próxima fase da competição. Quanto à vida na Aldeia Olímpica, garante que é uma “experiência única” e que a sessão que partilharam com a judoca Telma Monteiro ajudou a perceber melhor naquilo “em que nos devemos concentrar porque somos novatos e é tudo abismal para nós”.
Também o estreante Gustavo Ribeiro já iniciou os seus treinos em Tóquio e conheceu o skate parque em que a modalidade de skateboarding fará a sua estreia Olímpica. O português entra em prova domingo, dia 25, está “confiante” de que estará bem preparado para a sua competição num percurso que definiu como “gigante” e com uma “grande diversidade de obstáculos, o que se pode tornar confuso”. Certo é que a ambição está elevada e que o português acredita que a sua participação Olímpica pode ajudar a dar “um grande passo” para a modalidade que está pode ainda crescer mais depois da sua estreia no maior palco multi-desportivo do mundo.
A representar a Natação esteve José Paulo Lopes que também se mostrou entusiasmado com a estreia. Após o treino na piscina de competição as primeiras impressões foram positivas, sendo a instalação classificada de “incrível, das melhores que já vi na vida”. Agora é tempo para as adaptações finais ao espaço de competição, mas o nadador mostrou-se confiante de que está preparado para lidar com as alterações às rotinas habituais: horários de qualificações mais tardios, piscina mais funda que o habitual, ausência de público nas bancadas e restrições causadas pela pandemia - “não me afeta, já estou habituado!”
Rui Bragança, o único dos seis presentes que já teve uma experiência em edições anteriores dos Jogos Olímpicos, revelou-se calmo e preparado para a competição mas com o objetivo de melhorar a classificação de 2016. “Os Jogos Olímpicos são o melhor sítio para fazer o que mais gostamos. Ninguém quer ganhar mais do que nós”. Quanto ao facto dos Jogos se realizarem durante a pandemia, o atleta - que é formado em medicina - afirmou sentir-se seguro e vê o esforço da organização para controlar todos os pormenores que garantam a segurança de todos. A ausência de público nas bancadas é um facto a lamentar, mas o atleta sabe que todos “vão estar de madrugada a lutar por nós”.