28 Set 2025
Ação no Mundial de Canoagem de Slalom com três atletas portugueses prestes a começar

A ação no Campeonato do Mundo de Canoagem de Slalom começa esta segunda-feira, em Penrith, Sidney, na Austrália. Portugal será representado por Frederico Alvarenga, João Cunha e Lucas Jacob.

A prova da disciplina de kayak cross é a primeira do calendário, que também envolve o slalom e a competição de patrulhas, por equipas. Frederico Alvarenga identifica as suas metas para este Mundial: “Nas patrulhas, onde participamos em equipa, o objetivo passa por fazer uma prova sólida, sem erros técnicos e que nos posicione entre as nações mais fortes, não havendo um objetivo quantitativo.”

O kayak cross é disputado, primeiro, em sistema de contrarrelógio, para selecionar os concorrentes para a fase seguinte, à qual Frederico Alvarenga quer chegar. “Já nos confrontos”, o objetivo é “executar duas rondas”, de modo a terminar no “top 32”. No slalom, Frederico Alvarenga aponta um objetivo de base: “É posicionar-me acima do meu dorsal [envergará o n.º 44], o que significa que, de acordo com as pessoas presentes na prova, fico acima do meu ranking.” Mas existe um “objetivo principal”, que passa pela “qualificação para a semifinal e ficar no top 30.”

João Cunha diz esperar conseguir estar ao seu nível no dia da prova, de modo a “fazer uma descida sólida e rápida”, porque “o resultado vai aparecer” consoante essa performance.

Lucas Jacob pretende “chegar às meias-finais”, no slalom, “de forma a recuperar a confiança após uma época difícil. A ideia é terminar com uma nota positiva”, sublinha. Se o objetivo das meias-finais for alcançado, o próximo passo será apontar a um top 15 mundial”. Em relação ao kayak cross, o atleta português diz que “o objetivo seria entrar no top 25 nos ‘time trials’ e chegar aos quartos de final nas eliminatórias.”

O palco do Campeonato do Mundo, na Austrália, tem a aprovação dos atletas portugueses. “As instalações, ambiente e competitividade tornam o canal da Austrália um ponto de referência para a canoagem slalom”, considera Frederico Alvarenga. As provas decorrerão numa pista artificial, equipamento inexistente em Portugal, e João Cunha refere que “a adaptação leva sempre um pouco mais de tempo”, mas considera estar “100% adaptado e com vontade de competir.” Lucas Jacob, por seu lado, vê as condições encontradas na Austrália como “realmente boas”, sendo o curso de água “muito técnico e específico”. Para o canoísta nacional, “os treinos correram bem e foram encorajadores nesta fase que antecede o maior evento mundial do ano.”

No atual ciclo olímpico LA28, Frederico Alvarenga visa chegar em 2025 ao “top 70 do mundo”, para em 2026 “entrar no top 50 e fazer uma final”, numa competição internacional.” O top 30 em 2027 e a entrada no top 30 em 2028 são os patamares seguintes.

Em relação aos Jogos Olímpicos LA28, João Cunha ainda está “à espera da definição exata dos critérios para qualificação” para “estabelecer objetivos e prioridades”, de modo a “tentar o apuramento olímpico”.

Lucas Jacob sublinha ser “importante encontrar um bom equilíbrio entre a vida pessoal e financeira e a vida de atleta, conseguindo conciliar ambas sem que uma interfira com a outra.”

(Fotos John Grimage/FP Canoagem)


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