A Sport Integrity Global Alliance (SIGA) divulgou esta quarta-feira, dia 20 de janeiro, os objetivos estratégicos para 2021, com destaque para a constituição da SIGA EUROPE, que ficará sediada em Lisboa.

Emanuel Medeiros, líder da SIGA, afirmou pretender intensificar a atividade da organização na Europa, reforçando a cooperação com as instituições continentais e a indústria desportiva. “A SIGA Europa representa um fator de ação e ímpeto reformista”, disse.

Presente na sessão online em que foi apresentado o plano de ação da SIGA para 2021, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, considerou a instalação da SIGA Europa em Lisboa, Portugal, “uma grande e grata notícia.”

Entre os principais eventos que fazem parte do plano da SIGA para 2021, dois avançam já no primeiro trimestre: a 26 e 27 de janeiro acontecerá o primeiro Fórum SIGA da Juventude; e a 8 e 9 de março haverá o Websummit sobre Liderança Feminina no Desporto. Emanuel Medeiros revelou que a curto prazo haverá “em todos os órgãos da SIGA paridade de género.”

Em contexto de pandemia, Emanuel Medeiros sublinhou a necessidade de “todos estarmos preparados para 2021. Sabemos que este não vai ser um ano fácil. A nossa capacidade está a ser posta à prova. Acredito no papel que o desporto pode ter nesta hora difícil. Com integridade.”

Interveniente na sessão de abertura, o secretário-geral do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Araújo afirmou que “Portugal tem de assumir responsabilidades quanto às prioridades do desporto”, num momento em que assume a presidência do Conselho da União Europeia. José Manuel Araújo reforçou no seu discurso “as dificuldades na retoma” que o desporto está a sentir, quando começam a fazer-se sentir os efeitos na desmobilização dos jovens em relação à prática desportiva.

O secretário-geral do COP considerou os tópicos da agenda da SIGA como “absolutamente indispensáveis. Para nós, o desporto tem de ser valorizado socialmente, com as instituições do desporto certificadas e confiáveis. É preciso lutar por um desporto íntegro.”

De resto, o secretário de Estado da Juventude e Desporto sublinhou que “o COP tem sempre um contributo insubstituível, inestimável”, quando se trata de debater as necessidades de uma maior integridade no desporto.

Durante a sessão foram assinados memorandos de entendimento entre a SIGA e a Arena Hub (representada por Riccardo Mazzucca); Associação Portuguesa de Direito Desportivo (Miguel Sampaio e Nora); Associação dos Jornalistas de Desporto – CNID (Manuel Queiroz); e Instituto Europeu e Instituto Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito de Lisboa (João Miranda).

Seguiu-se a Mesa-redonda “Desporto Europeu – Retoma com Integridade”, com Emanuel Medeiros, Ana Celeste Carvalho (Comité de Ética da SIGA e Comité Mulheres e Desporto do COP); Vítor Pataco (presidente do IPDJ), João Paulo Almeida (diretor-geral do COP) e Manuel Queiroz (CNID).

“O desporto é um dos setores mais afetados pela pandemia. Não se pode pensar que o desporto hibernou e que depois da pandemia acorda como se nada fosse”, defendeu João Paulo Almeida. “De acordo com a dados da União Europeia, o desporto português é dos mais dependentes do financiamento público e onde o financiamento é mais baixo. O desporto tem vindo a perder peso político, cada vez mais. Não se pode pensar em manter o financiamento existente como solução”, concluiu o diretor-geral do COP.

A sessão foi apresentada por Cecília Carmo e teve entre a audiência a campeã olímpica Rosa Mota.

 

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