O português Rafael Reis apresentou-se hoje ao seu verdadeiro nível, terminando o contrarrelógio de sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, em Ponferrada, Espanha, no quarto posto, apenas a 10 segundos de um lugar no pódio.

Rafael Reis concluiu os 36,15 quilómetros do exercício individual em 44m09,26s, ficando 19,32 segundos do vencedor, o australiano Campbell Flakemore, que venceu com apenas 48 centésimos de vantagem sobre o irlandês Ryan Mullen. O terceiro foi o campeão europeu da especialidade, o suíço Stefan Küng, que gastou mais 9,22 segundos do que o campeão mundial.

O corredor português foi prejudicado por ter corrido sob uma chuva diluviana. “Todos os ciclistas correram com a estrada molhada, mas o Rafael encontrou pior do que isso. Em alguns troços o piso estava completamente alagado, o que não permitiu que arriscasse tanto como os últimos a partir, que encontraram o piso menos perigoso”, explica o selecionador nacional, José Poeira.

“Mostrei que sou um dos melhores sub-23 do mundo no contrarrelógio. Este é o meu verdadeiro nível. Tive lesões nos últimos três anos que me impediram de ter desempenhos como este. Queria prova a mim mesmo que conseguia um bom resultado e consegui-o, demonstrando isso mesmo àqueles que sempre acreditaram em mim”, disse o corredor português no final da prova.

Rafael Reis foi o corredor que passou mais tempo no trono de melhor tempo. “Foi ótimo ser a referência para todos durante tanto tempo. Enquanto estava ali sentado cheguei a sonhar que poderia ficar no pódio e só o último corredor a chegar é que me roubou esse sonho. Mas o mais importante foi ter conseguido estar entre os primeiros”, confessa o corredor português.

Depois de ter sido um dos melhores juniores do panorama internacional, Rafael Reis viveu momentos difíceis no seu percurso de sub-23, mas nunca deixou de ter o apoio de José Poeira e de toda a estrutura técnica da Federação Portuguesa de Ciclismo. “Nunca deixámos de acreditar nele, porque cedo revelou qualidades e as qualidades não se perdem de um momento para o outro. Hoje isso ficou uma vez patente. O quarto lugar, sabendo a pouco, é uma vitória tendo em conta os problemas por que o Rafael passou”, explica José Poeira.

 

TEXTO: Federação Portuguesa de Ciclismo
CRÉDITOS FOTOS: Federação Portuguesa de Ciclismo

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Ciclismo
1.02.2014

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