O Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, foi um dos convidados das conversas promovidas pela Escola de Futsal Os Afonsinhos sobre a importância do desporto de formação em tempos de pandemia.

O Presidente do COP defendeu que o desporto de formação irá sofrer a médio e longo prazo, nomeadamente as modalidades definidas pela Direção-Geral de Saúde como risco médio e alto. “Temos chamado a atenção de que é preciso saber quando podem retomar as atividades de formação”, destacou. A não existência de uma resposta europeia concertada e a falta de conhecimento global sobre a pandemia podem ser alguns dos fatores que ainda afastam a resposta política e sanitária a nível nacional. “Sabemos que a retoma da atividade desportiva comporta riscos. Nenhuma retoma em nenhum setor é isenta de riscos. Mas o desporto pode assumir responsabilidades para além daquelas que lhe estão atualmente atribuídas”. A reposta política ao setor desportivo, no entender do Presidente do COP, tem ainda de abarcar soluções que ofereçam às organizações de base a minimização dos prejuízos decorrentes da paragem das atividades.

Foram também convidados Pedro Sequeira, presidente da Confederação de Treinadores de Portugal e Jorge Braz, selecionador nacional de Futsal. O representante dos treinadores lamentou a falta de projeção pelas entidades de saúde de datas para a retoma desportiva, o que pode ajudar na preparação e planeamento das estruturas. Já o selecionador de Futsal apelou à necessidade de se encontrar o equilíbrio entre os riscos e a importância da prática desportiva para que as crianças possam voltar a sentir a expectativa da competição.

A sessão on-line foi coordenada por Marcos Antunes e Eduardo Teixeira, d’Os Afonsinhos.

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