A dois meses da participação portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026, o Comité Olímpico de Portugal (COP), através da sua Direção de Medicina Desportiva, reforça a recomendação de que os atletas evitem manipulados, suplementos e fármacos adquiridos fora do circuito do INFARMED, sublinhando uma mensagem de prudência, responsabilidade e proteção dos atletas, de gestão de risco e de proteção da integridade desportiva.
A posição agora tomada reforça que, de acordo com o Código Mundial Antidopagem e as recomendações da Agência Mundial Antidopagem (WADA) e da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), o atleta é responsável por qualquer substância encontrada no seu organismo. Essa responsabilidade aplica-se também a manipulados, suplementos e medicamentos comprados online ou fora do circuito do INFARMED, bem como a substâncias farmacológicas proibidas sem Autorização de Utilização Terapêutica aprovada.
Numa fase em que centenas de atletas intensificam a preparação para os Jogos do Mediterrâneo, que decorrerão em Taranto, Itália, entre 21 de agosto e 3 de setembro, o COP recorda que a eventual existência de contaminação do produto, falhas de rotulagem ou ausência de intenção por parte do atleta pode ser considerada relevante para efeitos de determinação das consequências aplicáveis, mas não elimina a infração. Por isso, a utilização destes produtos é fortemente desaconselhada, sobretudo tendo em conta o risco acrescido de dopagem não intencional associado a produtos fora do circuito formal de controlo.
A posição do COP não interfere com os procedimentos de Autorização de Utilização Terapêutica, que se mantêm em vigor e devem ser, integralmente, cumpridos pelos atletas e pelos departamentos clínicos federativos.
“O COP pretende seguir de forma criteriosa todas as recomendações emanadas dos organismos nacionais e internacionais representativos e afetos a esta matéria. Neste sentido, o COP vai reforçar a muito curto prazo a formação sobre estas temáticas para atletas e treinadores”, explica José Gomes Pereira, diretor clínico do COP.
Quando Portugal se prepara para marcar presença em mais uma importante competição multidesportiva internacional, o COP considera que a proteção da saúde dos atletas, a salvaguarda da verdade desportiva e a prevenção do risco de dopagem devem continuar a constituir prioridades absolutas de todo o sistema desportivo.