A Secretária-Geral do Comité Olímpico de Portugal, Diana Gomes, foi nomeada para presidir ao novo Comité dos Comités Olímpicos Nacionais e Organizações Desportivas Nacionais (NOCs and NSOs Committee) da International World Games Association (IWGA). A IWGA é uma organização internacional reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional (COI), que integra 40 federações desportivas internacionais e é responsável pela organização dos Jogos Mundiais, competição multidesportiva realizada de quatro em quatro anos, que promove modalidades e disciplinas de elevado nível competitivo e que não integram o programa dos Jogos Olímpicos.
A criação deste novo Comité representa um passo importante na estratégia de aproximação da IWGA aos Comités Olímpicos Nacionais e às organizações desportivas nacionais, procurando desenvolver modelos de cooperação mais estruturados, reforçar o apoio às federações e aos atletas e promover uma maior articulação na preparação e participação nos Jogos Mundiais. Com representantes de diferentes países e realidades desportivas, o Comité pretende contribuir para uma relação mais próxima e complementar entre organizações, tendo como horizonte a próxima edição dos World Games, em Karlsruhe, na Alemanha, em 2029.
“Assumo esta responsabilidade com enorme entusiasmo e, sobretudo, com a consciência da oportunidade que temos pela frente. A criação deste Comité é mais do que um novo espaço de representação institucional. É uma oportunidade para participar na definição de uma nova relação entre organizações que, apesar de partilharem valores, objetivos e muitos dos mesmos atletas, nem sempre tiveram percursos suficientemente próximos ou articulados", declarou Diana Gomes.
"Acredito que o futuro do desporto internacional se constrói cada vez mais através da cooperação, da complementaridade e da capacidade de ultrapassar fronteiras institucionais. O nosso desafio será transformar essa aproximação em compromissos concretos, em maior partilha de conhecimento e em melhores condições para o desenvolvimento das modalidades e dos seus atletas. Enquanto antiga atleta olímpica, acredito profundamente que aquilo que nos une é muito mais importante do que as estruturas ou os programas competitivos que nos distinguem. Os atletas devem estar no centro das nossas decisões, e o nosso trabalho deve traduzir-se em mais oportunidades para todos. É particularmente gratificante poder contribuir, também em representação de Portugal, para a construção desta nova etapa de cooperação internacional, num projeto em que existe tanto por desenvolver e onde podemos fazer uma verdadeira diferença.”