25 Nov 2025
Assembleia Plenária do COP aprova Plano de Atividades e Orçamento por unanimidade

A Assembleia Plenária (AP) do Comité Olímpico de Portugal (COP) aprovou esta terça-feira, por unanimidade, o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2026.

O presidente do COP, Fernando Gomes, sublinhou que o Orçamento agora aprovado representará um “reforço do apoio multidisciplinar à preparação dos atletas”, contém um “reforço do investimento privado”, com “80% já concretizados e contratualizados”. O ano de 2026 implicará na atividade do COP a organização de três missões, nomeadamente aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, aos Jogos do Mediterrâneo de Taranto – ambas em Itália - e aos Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar, no Senegal. Estas atividades representarão um “reforço de despesa com missões, mas também haverá um reforço do apoio do IPDJ”, referiu Fernando Gomes, concluindo que “perspetiva-se equilíbrio orçamental” para o próximo ano.

A secretária-geral do COP, Diana Gomes, fez a apresentação do Plano de Atividades: “Reforça a nossa identidade, clarifica a nossa visão, define prioridades ambiciosas e apresenta os meios para as concretizar e, acima de tudo, reafirma aquilo que nos une a todos aqui hoje, a vontade de servir os atletas e honrar o movimento olímpico, elevar o nome de Portugal”, afirmou, clarificando que o documento posto à votação da AP “parte de uma convicção clara: o Comité Olímpico de Portugal existe para servir o desporto português colocando o atleta no lugar nuclear defendendo os valores olímpicos e promovendo a excelência dentro e fora dos palcos competitivos.”

Diana Gomes destacou o aumento de 30% do apoio governamental à preparação olímpica, o que vai “permitir consolidar áreas essenciais como a medicina desportiva, a psicologia, a nutrição, a fisioterapia e a preparação física, exatamente numa lógica de acompanhamento integrado e contínuo centrado no atleta.”

No balanço do trabalho desenvolvido, o presidente do COP, Fernando Gomes voltou a reafirmar a importância do Programa de Esperanças Olímpicas, desencadeado no âmbito do Contrato de Desenvolvimento Desportivo 2024-2028, que envolve cerca de 40 atletas, e o facto de as assinaturas dos contratos para requalificação e apetrechamento dos Centros de Alto Rendimento estarem praticamente concluídas. Fernando Gomes sublinhou ainda os resultados de sucesso conseguidos pela Equipa Portugal nos Jogos Mundiais Chengdu 2025 – os melhores de sempre - e no Festival Olímpico da Juventude Europeia Skopje 2025 – os mais relevantes dos últimos 20 anos.

O ponto 2 da ordem de trabalhos da AP referia-se à apreciação e deliberação sobre a proposta de regulamento que define as condições gerais de atribuição de apoio financeiro às federações desportivas, no âmbito da Medida II.1 do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo CP/893/2024, destinada à contratação de profissionais qualificados nas áreas da Direção Técnica Nacional e da Gestão Desportiva.

A proposta foi aprovada por maioria, com a abstenção da Federação Portuguesa de Voleibol, que referiu estarem as federações que já têm diretores-técnicos contratados impossibilitadas de concorrer aos apoios públicos. Pedro Farromba, diretor executivo do COP, esclareceu que esse foi um dos pontos mais debatidos com a tutela, na definição do documento agora aprovado pela AP do COP, mas não foi possível ir mais além, tendo deixado uma garantia: “A vossa palavra dará força para futuras conversas” com o Governo.


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