Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de inverno em Sochi, que durante as últimas duas semanas reuniram alguns dos melhores atletas do mundo destes desportos. Entre eles, estiveram também dois esquiadores portugueses, os jovens Arthur Hanse e Camille Dias, dois luso-descencentes que tiveram uma primeira experiência no maior evento multidesportivo do mundo.

Pedro Farromba, Chefe da Missão olímpica e Presidente da Federação de Desportos de inverno, faz um balanço muito positivo em termos desportivos. “Tendo em conta a falta de experiência dos nossos atletas, a avaliação que fazemos só pode ser positiva. Termos dois atletas nos Jogos Olímpicos é muito bom, ainda para mais na modalidade que reúne mais atenção, o esqui alpino. Claro que gostaríamos que o Arthur tivesse acabado ambas as provas, mas este desporto é mesmo assim, um erro e está-se fora, o que custa muito quando se trabalha um ano inteiro para cá chegar e numa fração de segundo acabou. Mas Sochi é o início de um caminho para todos nós”.

Apesar das muitas polémicas pelas quais Sochi foi falado ao longo dos últimos meses, a Missão portuguesa ficou impressionada pela positiva. “Foi tudo muito bom. Vínhamos com algumas reservas fruto das notícias e informações que íamos lendo, porém todas as condições eram de excelência. Tanto a nível organizativo, como desportivo, como de instalações, como médicas, tudo foi perfeito. Até ao nível dos voluntários, aqueles que nos acompanharam foram inexcedíveis.”

Na hora da despedida da cidade russa, Pedro Farromba revela ainda aquilo que espera para o futuro dos desportos de inverno em Portugal. “Temos vindo a fazer um trabalho de prospeção pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que para Sochi permitiu estarmos presentes com o Arthur e com a Camille. Porém, outros há que já estão identificados e cujo nível competitivo irá permitir termos mais atletas na Coreia do Sul e, simultaneamente, com outras possibilidades em termos desportivos, pois possuem um nível mais alto. Mas também o Arthur e a Camille têm excelente potencial, são muito novos e com a experiência aqui adquirida, e a que irão por certo adquirir neste período com participação em provas internacionais importantes, poderão olhar para os Jogos Olímpicos com outras ambições. Esta foi a primeira vez que tivemos uma atleta feminina no esqui alpino, o que é revelador do longo caminho que temos pela frente. Sochi foi uma grande aprendizagem para nós, para os atletas, pelo que agora vamos procurar os apoios públicos e privados para darmos condições a estes atletas para terem uma preparação melhor para atingirem um nível superior. A visibilidade que aqui conseguimos irá contribuir decisivamente para isso, assim como poderá permitir trazer mais praticantes para estes desportos”.

Em termos desportivos, o balanço final saldou-se num 40º lugar de Camille Dias na prova de Slalom, que foi o ponto alto, ela que conseguiu igualmente concluir a prova de Slalom Gigante, mas nos 59º lugar. Pior sorte teve Arthur Hanse que não logrou terminar nenhuma das provas.

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