Valorizar socialmente o desporto do ponto de vista do desenvolvimento depende da forma como encaramos essa atividade e nela nos empenhamos. A opinião foi expressa pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, durante a cerimónia de abertura da XXX Sessão Anual da Academia Olímpica de Portugal, no Funchal.

Partindo do tema geral da Sessão, “Olimpismo, inclusão e desenvolvimento desportivo”, José Manuel Constantino lembrou a importância cultural, económica e política do desporto para afirmar que, com todas essas envolventes, o desporto é uma atividade com valores e à qual o Olimpismo não é estranho. Mas, acrescentou, o mesmo Olimpismo não convive bem com o seu questionamento, concluindo que, dessa forma, “será um conceito morto se não se abrir à reflexão e à crítica”.

Recordando o fundador dos Jogos Olímpicos modernos, o presidente do COP trouxe à memória a formulação original do Olimpismo por Pierre de Coubertin como filosofia de vida ao serviço da formação humana, assim se compreendendo o papel que tem assumido na luta pela paz, no apoio aos refugiados ou na defesa do ambiente, numa demonstração de que não se confina ao desporto e quer estar na sociedade, ajudando a resolver os seus problemas.

Um desses problemas é o da inclusão, num processo que pode ser concretizado trazendo para o desporto os que não o integram mas também procurando manter no seu âmbito os que a ele já pertençam. E a capacidade do desporto e do Olimpismo para cumprirem o seu desígnio social depende do empenho de todos.

A cerimónia de abertura da sessão anual da AOP contou ainda com intervenções protocolares de Custódia Drumond, vice-reitora da Universidade da Madeira, Jorge Carvalho, secretário regional da Educação da Madeira, e de Tiago Nunes Viegas, presidente da Academia Olímpica de Portugal.

[Foto Cirilo Borges]

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