A Comissão Executiva do Comité Olímpico de Portugal nomeou o ex-atleta olímpico José Garcia como Chefe de Missão para as representações olímpicas previstas até 2016, onde os Jogos Olímpicos do Rio serão o ponto mais alto. Aos 49 anos, José Garcia assume assim o seu mais importante cargo enquanto dirigente, depois de já ter sido um dos adjuntos do Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos Londres 2012, Mário Santos, tendo a seu cargo a responsabilidade de liderar a aldeia olímpica de Eton Dorney, onde competiram as modalidades de Remo e Canoagem.

José Garcia nasceu em Vila do Conde e é licenciado em Educação Física pelo ISMAI e Mestre em Estudos da Criança pela Universidade do Minho. Atualmente, é docente de Educação Física na EB 2,3 Dr.Carlos Pinto Ferreira em Vila do Conde, sendo ainda Coordenador de Departamento, Membro do Conselho Pedagógico, Membro da SADD e responsável por dois núcleos de DE de Natação.

Como atleta, praticou atletismo, canoagem e remo, tendo sido na canoagem onde mais se destacou. Começou a praticar a modalidade em 1977, ainda antes da fundação da Federação, que teria lugar dois anos depois. Esteve em três Jogos Olímpicos, em Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Tendo em 1992, na Cidade Condal, alcançado o seu melhor resultado, ao conseguir um 6º lugar na final de K1 1000m, naquele que foi o melhor resultado nacional de sempre da modalidade em Jogos Olímpicos, até à medalha de prata conquistada pela dupla Fernando Pimenta/Emanuel Silva em Londres, em 2012. Também em 1992, foi Porta-Estandarte da Missão Portuguesa.

Conta ainda no currículo com algumas dezenas de títulos de campeão nacional, várias finais em Campeonatos do Mundo e a primeira medalha de sempre num Campeonato do Mundo para Portugal, em Plovdiv, na Bulgária, em 1989, onde venceu o bronze. Foi ainda distinguido com medalhas de mérito desportivo, pelo Estado português e pelo município vila-condense, e de mérito “Nobre Guedes”, pelo COP.

Como técnico, foi treinador de canoagem do Clube Fluvial Vilacondense, responsável técnico de atletas das seleções nacionais da modalidade, entre os quais José Ramalho, vice-campeão europeu e mundial de maratona.

Enquanto dirigente, foi vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, durante os mandatos de Mário Santos, tendo cessado a sua atividade na Federação após a demissão de Mário Santos no final de 2013. No seu currículo conta com experiência em Jogos Olímpicos em funções diretivas, tendo em Londres 2012, sido adjunto de Mário Santos, ficando sob a sua alçada a coordenação da aldeia que juntava os atletas de remo e canoagem, para além do cargo de chefe de equipa da Canoagem. Foi também Chefe de Equipa em várias competições internacionais, como Taças do Mundo, bem como Campeonatos da Europa e do Mundo. Teve ainda a seu cargo a responsabilidade da organização de competições, como os Europeus de canoagem de velocidade, em 2012 e 2013, em Montemor-o-Velho, e do Mundial de canoagem de surfski, em Esposende.

Para o Presidente do COP, José Manuel Constantino, o ex-atleta olímpico reúne todos os predicados para a execução de tão importante função. “José Garcia acumula a experiência de atleta olímpico com a de treinador de alto rendimento e de dirigente em competições internacionais. É uma pessoa com elevado grau de responsabilidade no trabalho, de experiência internacional e de muita dedicação ao desporto. Reúne todas as condições que foram definidas pelo COP para a designação do chefe de missão, entendendo essa função não apenas como alguém que lidera a comitiva nacional aos Jogos Olímpicos mas que passa a acompanhar toda a preparação olímpica numa relação de proximidade com as federações, os treinadores e os atletas.”

 

“A minha experiência como atleta será fundamental”

Um momento ímpar e uma enorme honra, foi assim que José Garcia definiu o que lhe vai na alma no momento da sua nomeação como Chefe de Missão. “Sinto uma enorme honra por o Presidente do COP, José Manuel Constantino, e os seus colegas da Comissão Executiva reconhecerem em mim a capacidade de trabalho para o desempenho de um cargo de tão grande responsabilidade e prestígio. Sinto-me feliz por desta forma, continuar a minha relação de longa data com o desporto e o olimpismo.”

Apesar de ainda estarmos longe dos Jogos do Rio, o novo Chefe de Missão traça já algumas metas. “Pretendo reunir as melhores condições que o país possa oferecer, para que todos aqueles que se consigam apurar para representar Portugal integrando as missões do COP atinjam os seus objetivos.”

José Garcia considera ainda que o seu passado como atleta será fundamental no exercício das suas novas funções. “É sem dúvida mais uma ferramenta que possuo e que ajudará a entender e atender as necessidades dos atletas tornando-se um contributo para que atinjam os resultados desejados.”

E na hora de assumir o cargo, José Garcia não esquece o seu antecessor, com quem trabalhou lado-a-lado durante vários anos. “Devemos guiar-nos pelos bons exemplos e as missões lideradas pelo Mário Santos, pela sua excelência, são bons exemplos que simultaneamente criam novos desafios e facilitam pelos ensinamentos que transmitem.”

De relembrar que até ao final de 2016, estão previstas as seguintes representações olímpicas, que serão lideradas pelo novo Chefe de Missão:

2014

2015

2016

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