O enquadramento dos programas de preparação olímpica obedece, inevitavelmente, às estratégias e dinâmicas de liderança das organizações desportivas, entidade políticas e administrativas com responsabilidades neste domínio, bem como aos condicionalismos
sociais, económicos e políticos do contexto em que operam.

O programa desportivo que ora se apresenta, contratualizado entre o Comité Olímpico de Portugal (COP) e o Instituto do Desporto e da Juventude, I.P. (IPDJ, IP), relativo ao Programa de Preparação Olímpica Rio 2016 e Jogos Olímpicos 2020 e 2024, é disso um bom exemplo. Desde o processo negocial encetado entre as partes até ao texto final vertido neste documento foram vários os desafios e constrangimentos a superar até se alcançar, pela primeira vez na história do desporto português, um Programa de Preparação Olímpica (PPO) com um horizonte de três ciclos olímpicos, gerido pelo COP.

Com a edição do presente fascículo, para além de cobrir neste espaço preambular as etapas que conduziram ao modelo de enquadramento vigente do PPO, pretende-se elucidar o leitor apresentando a versão consolidada do documento, contribuindo para uma visão mais esclarecida dos agentes e federações desportivas envolvidos no processo, bem como da comunicação social, por forma a valorizar e aprofundar o debate em torno do PPO, muitas vezes marcado por análises que não encontram qualquer tradução nos compromissos documentalmente assumidos.

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