A abrir o ciclo de conferências no ano letivo 2018/2019 da Universidade Europeia o tema foi “Jogos Olímpicos: como se prepara uma participação?”. A sessão contou com a presença do Chefe de Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, Marco Alves, e também de Pedro Moura, Presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, Maria Siderot, judoca e Eduardo Marques, velejador, sendo que os dois atletas estão a estudar na Universidade Europeia.

A audiência de estudantes, alguns deles em formação na área de desporto, teve oportunidade de assistir às intervenções dos convidados, tendo sido abordados assuntos como as etapas de preparação e qualificação para os Jogos Olímpicos, o financiamento e apoio no alto rendimento, a profissionalização dos atletas, os e-sports e a transição de carreira.

Marco Alves destacou o grau de precisão com que a presença da Missão de Portugal em cada edição dos Jogos Olímpicos é preparada: “Sete anos antes temos o primeiro contacto com o Comité Organizador”. Durante este período todos os pormenores são debatidos para que a experiência no período dos Jogos seja o mais positiva possível: “O Comité Olímpico de Portugal trabalha para resolver todas as questões que possam tirar o foco dos atletas da vertente competitiva”.

Pedro Moura utilizou o exemplo do ténis de mesa para apontar o grau de profissionalização crescente dos atletas, mas recordou que é preciso tornar o desporto um “desígnio nacional” para aumentar a quantidade e qualidade dos atletas.

Maria Siderot, com apenas 23 anos, tem já um percurso de sucesso mas reconhece a importância das referências de atletas mais experientes para superar os obstáculos que encontra no caminho competitivo até à desejada qualificação Olímpica. “A competição é cada vez mais exigente e a qualificação mais restrita”, o que requer a presença constante em várias competições internacionais, e nem sempre facilita a conciliação com os estudos. Admite entre sorrisos que nem sempre gere o binómio estudo-treino da melhor forma, mas por agora “o desporto é a prioridade”.

Eduardo Marques também já conhece as dificuldades do processo de qualificação para os Jogos Olímpicos. Em 2016, depois de atribuída a vaga ao país, foi o segundo posicionado de acordo com os critérios nacionais e Gustavo Lima apresentou-se como o representante português. O sonho Olímpico continua ainda com o foco para Tóquio, com a última prova de qualificação em maio de 2020. O financiamento para realizar mais provas internacionais em disputa direta com os principais adversários é essencial enquanto a qualificação for possível.

O debate, moderado por Edite Dias, d’A Bola TV, deu ainda oportunidade para que os estudantes pudessem colocar as suas perguntas e curiosidades sobre o percurso pessoal dos atletas e o processo de preparação para um grande evento mundial como são os Jogos Olímpicos.

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