A Comissão Executiva do Comité Olímpico de Portugal (COP) deliberou por unanimidade a criação da Unidade de Missão para a Solidariedade e Responsabilidade Olímpica, que será presidida pelo ex-Ministro da Educação do XIII Governo Constitucional, Marçal Grilo. Este órgão tem por missão, combater situações de urgência social de antigos atletas olímpicos. Para além de Marçal Grilo, foi também nomeada pelo COP para este órgão a Vice-Presidente do COP e campeã olímpica, Rosa Mota. A estes dois elementos junta-se o ex-presidente da CAO e medalhado olímpico, Nuno Barreto, que foi nomeado pela Associação de Atletas Olímpicos de Portugal.

Esta entidade terá como missão gerir o conjunto de serviços disponibilizados pelo programa de responsabilidade social do COP em articulação com as federações desportivas olímpicas, as comissões consultivas e entidades integradas do COP (CAO e AOP), a Associação dos Atletas Olímpicos de Portugal (AAOP) e a rede de parceiros institucionais do COP, assegurando a eficácia das respostas sociais junto do seu público-alvo, o qual é composto pelo atletas que integram o PPO Rio 2016 e todos os agentes desportivos que participaram em missões olímpicas portuguesas enquanto treinadores, atletas, árbitros, juízes ou dirigentes.

Para Marçal Grilo a Unidade de Missão terá um papel importante. “A Unidade de Missão vai certamente constituir um elemento importante na deteção dos problemas existentes com os ex-atletas olímpicos bem como na tentativa de encontrar soluções para as situações mais delicadas. Tenho ideia de que haverá ex-atletas que enfrentam dificuldades sérias nas suas vidas e o país não pode deixar de olhar para estes casos e encontrar uma saída que lhes permita viver com dignidade. A todos o país deve muito.”

Sobre a forma como se processará essa ajuda, o Presidente da Unidade de Missão traça um caminho. “O mais importante é estabelecer um espaço e um tempo de diálogo com outras entidades com as quais seja possível identificar possíveis soluções. É evidente que as entidades oficiais irão ser parceiros privilegiados neste diálogo.”

Marçal Grilo revela ainda como irão ser identificadas as situações de urgência social dos antigos ou atuais atletas olímpicos. “O primeiro passo vai envolver seguramente uma recolha de informações e de dados sobre as situações vividas pelos ex-atletas que evidenciem maiores dificuldades. Contamos sobretudo com o trabalho que poderá já existir sobre esta matéria. A Unidade não vai deixar de fazer todos os esforços no sentido de corresponder ao que lhe é pedido ou seja que identifique por qualquer meio as situações mais gritantes no sentido de se estabelecerem os contactos  necessários à solução dos problemas detetados.”

Veja no documento em baixo as atribuições da Unidade de Missão:

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