A Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), em colaboração com a Direção de Medicina Desportiva do Comité Olímpico de Portugal (COP), organizou esta sexta-feira a primeira de duas ações de formação com o tema “Excelência e Performance – Contributos da Psicologia para a Otimização do Processo Desportivo”.

A ação, que decorreu em Lisboa, na sede do COP, e esteve a cargo de Ana Bispo Ramires, da Direção de Medicina Desportiva do COP, iniciou-se com o enquadramento do papel da Psicologia do Desporto no âmbito do modelo geral da Psicologia e do Processo de Treino Desportivo em particular, tendo como principais destinatários atletas e treinadores.

Ana Bispo Ramires sublinhou que um dos principais desafios nesta área é os desportistas conseguirem “reconhecer o estado emocional e um dos primeiros trabalhos é de autoconsciência.” Para o treinador, uma das tarefas fundamentais “é ajudar os atletas a encontrarem o interruptor certo entre medo e desafio.”

Também foram abordados, de forma mais prática/ativa, os contributos da Psicologia do Desporto para a Otimização da Performance e a elevação dos níveis de eficiência em contexto de treino e competição.

Identificados como fatores de stresse causados pelos Jogos Olímpicos foram a exigência auto-imposta; aumento da atenção dos media; liberdade de movimentos reduzida; alteração de rotinas; aborrecimento vivenciado na Aldeia Olímpica; treinadores e staff ansiosos; e saber adequar o estilo de vida à Aldeia Olímpica.

Segue-se uma segunda ação, no Porto, marcada para o dia 26 de janeiro, entre as 14 e as 18 horas, na sede da Federação Portuguesa de Canoagem.

INTEGRIDADE E MANIPULAÇÃO DE COMPETIÇÕES

Também esta sexta-feira, a anteceder a ação de formação sobre Psicologia, João Paulo Almeida, diretor-geral do COP, falou sobre “Integridade e Manipulação de Competições”, tendo explicitado as principais questões ligadas a este fenómeno, a começar pela lei, que proíbe os desportistas de realizarem apostas relacionadas com as competições nas quais estejam diretamente implicados.

Em foco esteve a necessidade de os desportistas que forem alvo de tentativas de aliciamento para manipulação de resultados não se remeterem ao silêncio e fazerem a denúncia às autoridades.

Na prática, os desportistas devem atender à regra dos três R: Reconhecer o que está a acontecer; Resistir imediatamente; e Reportar o mais rapidamente possível.

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