O Comité Olímpico de Portugal assinou hoje, com o Conselho Português para os Refugiados, o seu primeiro acordo de colaboração para implementar o projeto “Viver o Desporto – Abraçar o Futuro” destinado a integrar o desporto no plano de acolhimento a refugiados em Portugal.

Este projeto, suportado pelo Comité Olímpico Internacional no âmbito do plano especial de apoio a refugiados, visa providenciar a oferta de bens e serviços desportivos através de um programa de ação composto por um conjunto de iniciativas:

 

– Oferta de atividade desportiva regular em centros de acolhimento;

– Encaminhamento e facilitação do enquadramento no âmbito do sistema desportivo federado de indivíduos identificados com especial apetência desportiva;

– Promoção e sensibilização para os valores do desporto e do Olimpismo com a participação de atletas olímpicos e embaixadores do desporto português;

– Oferta de bens e equipamentos desportivos;

– Facilitação de formação profissional para monitores de atividades desportivas;

– Organização de atividades desportivas envolvendo a participação de crianças e jovens refugiados com as crianças e jovens das comunidades locais de acolhimento, em parceria com autarquias e associações desportivas locais, bem como a participação em outras atividades do COP;

– Oferta de inscrição em atividades e serviços desportivos que não se encontrem integrados em centros de acolhimento.

 

A paz e a educação são dois dos pilares do Olimpismo Moderno que encontram neste projeto um veículo privilegiado para difundir os valores e princípios da amizade, da solidariedade e do respeito ao serviço do desenvolvimento da Humanidade através do potencial único que a linguagem universal do desporto propícia para a integração social e combate a qualquer forma de descriminação

Neste sentido, o protocolo assinado com o CPR consolida as parcerias colaborativas que o COP se encontra a desenvolver no quadro das instituições competentes identificadas pelo Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia da Migração visando dirigir um plano de ação para a educação e inclusão social de refugiados em Portugal através do desporto, com a parceria das federações desportivas nacionais e ativando complementarmente a sua rede de parceiros institucionais e patrocinadores oficiais no quadro de uma politica de responsabilidade social.

Para a Presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, este protocolo de colaboração “vai poder proporcionar outras atividades, nomeadamente desportivas, que podem complementar e bem a integração dos refugiados. Sentimos desde a primeira hora que muitos anseiam poder desenvolver atividades desportivas e dessa forma, poderem também descomprimir de algumas das angústias e simultaneamente sonhar através do desporto. Queremos que Portugal possibilite uma vida melhor aqueles que acolhemos e sem dúvida que esta parceria é importante”.

Já José Manuel Constantino, Presidente do COP, referiu que “estamos aqui a cumprir uma obrigação social. O COI instruiu os Comités Olímpicos Nacionais para que desenvolvessem estratégias para melhorar a integração de refugiados nos respetivos países. Estamos aqui com sentido de responsabilidade para juntamente com o CPR promover iniciativas que garantam a prática de desporto e permita aos que já têm experiência desportiva, a integração no sistema desportivo desportivo, e através destes esforços ajudar a sua integração e qualidade de vida em Portugal. O desporto é a línguagem mais simples para falar com os refugiados, porque tem para si um significado e porque é fácil de praticar”.

De destacar também a presença nesta cerimónia da Campeã Olímpica e Vice-Presidente Rosa Mota, que tem um largo passado de ligação às causas humanitárias.

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