Agosto foi um mês verdadeiramente de ouro para o desporto português. Fernando Pimenta (Canoagem) tornou-se duplo campeão mundial nos campeonatos organizados em Montemor-o-Velho; Inês Henriques (Atletismo), em Berlim, juntou ao mundial ganho em 2017 o título europeu dos 50 km marcha; e Nelson Évora (Atletismo) conquistou, também na capital alemã, a única medalha de ouro que lhe faltava em grandes competições, vencendo o Europeu, depois de ter ganho o triplo salto nos Jogos Olímpicos e no Mundial.

Dia 7 – INÊS HENRIQUES
O percurso vitorioso dos atletas portugueses em direção ao lugar mais alto do pódio teve início no dia 7, uma terça-feira. Em Berlim, Inês Henriques demorou 4:09,21 a fazer os 50 km marcha e mais uma vez foi pioneira, ganhando a prova pela primeira vez inscrita no programa dos Campeonatos da Europa de Atletismo, à semelhança do que acontecera um ano antes, no Mundial de Londres, quando também conquistou a medalha de ouro.

Aos 38 anos, em paralelo com os objetivos desportivos, Inês Henriques trava agora a luta de incluir os 50 km marcha femininos também no programa dos Jogos Olímpicos.

Dia 12 – NELSON ÉVORA
O trajeto de Nelson Évora no alto rendimento confunde-se muito com a frequência do primeiro lugar do pódio nas grandes competições. Foi assim nos Jogos Olímpicos, em 2008, no Campeonato do Mundo, em 2007, nas Universíadas, em 2009 e 2011, e também no Europeu de pista coberta, em 2015 e 2017. Faltava a vitória no Campeonato da Europa ao ar livre. Até que chegou o dia 12 de agosto de 2018.

Évora saltou 17,10 na pista do Estádio Olímpico de Berlim e conquistou o seu sétimo ouro em grandes competições, a que junta mais uma prata (Mundial ao ar livre) e quatro bronzes (duas no Mundial de pista coberta e duas no Mundial ao ar livre), num total de 12 pódios ao mais alto nível. Aos 34 anos, o triplista português olha para Tóquio 2020 com ambição.

Dias 25 e 26 – FERNANDO PIMENTA
Para o último fim de semana de agosto estava guardada a dupla consagração de Fernando Pimenta.

O ano de 2017 fora brilhante, para o canoísta português, com oito medalhas internacionais ganhas entre provas do Mundial, do Europeu e da Taça do Mundo. E o de 2018 continuou igual. Antes do Mundial, Pimenta já tinha acumulado um registo de respeito, com a vitória no Campeonato da Europa (Belgrado, Sérvia), em K1 1000 (tricampeão europeu), e a conquista de medalhas de prata em K1 5000 e de bronze em K1 500, para além de mais uma medalha de prata ganha em K1 500, na estreia de Portugal nos Jogos de Mediterrâneo, registada este ano em Tarragona, Espanha. Na Taça do Mundo, em Szeged (Hungria), o campeão português ganhara ouro em K1 1000 e K1 5000, mais prata em K1 500.

Chegou o Mundial organizado em Montemor-o-Velho e, nos dias 25 e 26 de agosto, Fernando Pimenta confirmou, aos 29 anos, ser um dos mais bem sucedidos desportistas portugueses da atualidade. No sábado, o canoísta de Ponte de Lima ajustou o currículo com a vitória que lhe faltava. Depois de já ter ganho medalhas de prata e bronze na prova de K1 1000, em mundiais, Pimenta foi finalmente campeão. E no domingo aproveitou a embalagem para se tornar bicampeão mundial em K1 5000, com uma vitória que fez explodir de alegria as bancadas do Centro de Alto Rendimento.

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